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segunda-feira, 12 de março de 2012

SEM PALAVRAS

Estou sem inspiração certa. Tudo que escrever será repetitivo e ninguém merece.
Acordei às 4:20 da matina e, por incrível que pareça, só consegui dormir graças a ajuda de um remédinho mágico que não foi tão mágico assim...
Vasculhei gavetas, me fiz de detetive e consegui uma comunicação comigo mesma. Nessas minhas andanças internas escutei música e li textos.
"O que será que dá dentro da gente que não devia???"
 Sem muitas palavras, um pouco daquilo que mais gostei de ouvir... meu carnaval interno.
                                                                                     

domingo, 11 de março de 2012

DA SÉRIE "ELE É MILITAR."

                                                                                                                                                         
Aprendi, com o tempo, a manter minha guarda. Não é covardia, é defesa. Já escrevi algumas vezes que tenho preguiça de sofrer, mas isso não significa que não sofra.
Estava distraida sendo levada pelas mãos do destino, como me deixo sempre, tecendo minha liberdade e bordando mais um fio de vida nas tramas do meu dia, ou melhlor, da minha noite, quando me deixei ser penetrada por um olhar que me deixaria encantada... Nada demais. Nada demais se a pessoa em questão não fosse eu. Nada demais se eu conseguisse, uma vez na vida, ser um ser que não se envolve, que não fantasiasse as mais simples atitudes. Nada demais se eu não fosse tão intensa, mas sou e até gosto de mim assim...Não sei  lidar com frivolidades e nem acho "natural" esse rodízio de relacionamento que as pessoas exercitam. O corpo do outro, a alma do outro não é laboratório de pesquisa. Não somos ratos expostos para experiência, para sermos engordados ou para sermos colocados em estado de inanição de amor e alimentados por migalhas, restos de sentimentos. Porra!!não somos.
Sei que um encontro de uma semana nem é relação, mas é um ensaio que pode levar a uma grande estreia, mas a maioria chega na quinta pagina do texto e desiste da leitura, pois percebe que não se trata de uma comédia apenas. No texto chamado "vida" há variações de estilos e gêneros e não estar ciente disso é egoísmo fecundo e individualismo primitivo.
Assusto as pessoas, eu sei. Não consigo fazer a linha "mulherzinha", aquela que fica repetindo- amor, meu bem, fofo, filho,nem, namorado e faz aquelas carinhas que "pelamordedeus" não dá nem para descrever-. Sou daquela que seduz, que gosta do jogo, que faz planos para o futuro porque a lentidão do tempo permite, que pega na mão e fala, olhando nos olhos- eu quero você, vamos?- com tamanha certeza e doçura que penso, eu, que não tem como o outro me achar leviana por isso ou me achar vulgar quando sou transparente, quando dou a ele a grata surpresa de me saber inteira. Os homens temem quem sente de verdade, quem não tem problemas em dizer "eu te amo". Os homens acham que eu te amo é pacto, que eu te amo é para sempre. Nada é para sempre, nem o ódio, nem a fome, nem a sede, nem essa minha aceleração, nem a saudade que sinto agora e me faz despejar essas palavras na tela. Nada é pra sempre e, daqui a pouco, nem mais sua imagem existirá em minha memória, mas deixo claro...esssa foi uma decisão tua que tem um medo doido de se entregar. Também o que eu queria? Com tanta gente no mundo me encantei por um militar...

quinta-feira, 8 de março de 2012

MULHERÍSSIMAS QUE SOMOS

                                                                                   
Lenta, muito lenta e com um sono de tirar qualquer um do prumo.
Nunca gostei muito de pontuar datas, mas não escrever sobre esse dia seria uma falha enorme e eu mesma me cobraria depois.
Nascemos, nós mulheres, com uma espécie de radar que não funciona algumas vezes por nossa própria sabotagem. Escrevo isso para dar partida a algo que ronda minha mente por esses dias que é a vantagem de ser mulher, ou melhor, as vantagens. Algumas delas é o fato de não broxarmos, de termos certeza de que o filho gerado é nosso, de usarmos salto alto sem perder a pose, de conseguir, com olhos rasos d'água ,convecer o outro daquilo que nem sequer acreditamos só para provar a nós mesmas a nossa astucia. Ser mulher é algo que transita entre o trágico e o mágico, somos campeãs em dramalhões e rimos depois que fazemos uma cena, somos adoravelmente ternas e só não nos fazemos eternas para aqueles que teimam em passar pela nossa vida de forma rasa e covarde.
Não há no mundo um ser que caminhe com tanta leveza e certeza, com tanta ousadia e temor, com tanto sonho e determinação. Somos uma infinidade de coisas e sentimentos e, é exatamente isso que nos torna especiais - as possibilidades de sermos um monte de coisas e sermos femininas até como frentista de posto de gasolina.
Na dança que o mundo nos impõe passamos valsantes e sem perder o rítmo. Damos peito ao filho como alimento e amamentamos de prazer , no mesmo peito, o nosso eleito. Temos peito para isso, fique sabendo.
Nada nos impede de virarmos o pescoço demonstrando um descaso que nem existe, somos dissimuladas com  intuito de sermos meio que desligadas...puras armas de sedução.
Tantas coisas somos, tantas histórias tecemos que neste dia dado a nós devemos festejar as mulheres que trazemos na alma: a santa, a puta, a doida, a menina, a bruxa, a bailarina, a poeta , a faxineira, a amante, a médica e aquela que para sempre nos levará guiada pelas suas mãos... a sonhadora.

quarta-feira, 7 de março de 2012

DAS ESCOLHAS

Aprendi, com o tempo,a ler coisas nas pessoas que elas não revelariam por vontade ou por desconhecer nelas algumas atitudes. Na maioria das vezes sei quando a pessoa está dissimulando e tentando fazer o outro acreditar que ela é vítima. Sou desconfiada. Desconfio muito de todos e , certamente, todos desconfiam muito de mim.Não acho que seja injusto ser assim. Não acho que seja defeito. É defesa mesmo e pronto.
Estou me defendendo, talvez esteja errando, talvez esteja me precipitando, mas digo sempre e repito- tenho uma preguiça enorme de sofrer- então antes que essa probalidade vire estatística, dou um pulo para a outra margem e atravesso qualquer espécie de purgatório futuro.
Ando me permitindo pouco ultimamente. Ando me divertindo mais exatamente por isso. Tornei meu estágio de ser ímpar algo prazeroso e fico arisca quando alguém me tenta remover dele. Não ignoro minha condição e nem considero que seja tranquilo me manter assim, mas convenhamos que dá menos trabalho ficar só.Tem gente que parece ostra, de tanto que fica envolvida por ela mesma. Gosto de ostra, mas dá muito trabalho para comer e eu tô querendo algo menos complicadinho, entende?
Estava assim...só- aliás, estou só- até que um olhar me perseguiu numa noite dessas me encontrando naqueles dias de guarda, com um humor que não era o meu e completamente ensimesmada diante de várias situações que aconteciam no ambiente. Fui grossa, mas abri mão de minhas rasas convicções e dei uma trégua ao moçoilo enviando para ele meu número de celular. Passei dois dias de sublimação, joguei fora todas as minhas armas e me distraí das coisas todas que não me são essenciais, inclusive o medo de me envolver, mas o que é mera distração? O que é essencial? Que segredos há no dia que acorda que não nos poupa de mais uma ilusão?
Vivi dois dia mágicos, mas uma falta, uma jogada mal pensada é cartão vermelho para mim. Estou com medo de estar equivocada, mas podem me pedir tudo menos que eu não erre.
Detesto descaso, distração bestial, ou falta de cuidado. Detesto esperar e, é por isso que não teço espectativas de nada.
Sei que não me compete escolher a duração das coisas, mas a profundidade de cada uma delas é que me fazem encontrar as minhas escolhas e, se posso escolher, escolho o que seja muito porque "pouco pra mim é tão pouco e pouco eu não quero mais."

                                                                     

terça-feira, 6 de março de 2012

YES, WE CAN !!!!

Ando tão à flor da pele que até um latido me faz chorar. Há dias que estou assim... pensando bem há mêses que estou assim- em todos os sentidos. Estou me saindo mais manhosa do que criança cujo o pirulito lhe foi roubado. Choro por tudo e por todos e inclusive por mim -"obóvio"-.
Não escreverei  como de praxe, pois a postagem já vem pronta de um site que acabei de ler. Estava pensando se devo ou não prestar um outro concurso e no meio desse pensamento me sabotando um pouco, pra variar. Tenho essa ridícula capacidade de me sentir inferior e quando estou com a sensibilidade aflorada é bem pior.
Mas a porrada veio em forma de sacode, de superação, de desejo e fé me deixando claro mais uma vez que tudo está sobre o nosso comando e manutenção.

Jovem com Síndrome de Down passa em universidade federal de GO

Kallil Assis conseguiu passar no vestibular da Universidade Federal de Goiás. A faculdade de Geografia fica em Jataí, no interior do estado.

Kallil chegou com a irmã para o primeiro dia de aula e no caminho já encontrou amigos. Em sala, da primeira fila, acompanhou a apresentação dos professores do curso de Geografia.
A faixa de parabéns ainda está na porta da casa da família desde o dia em que saiu a lista dos aprovados da Universidade Federal de Goiás. Teve até festa para comemorar essa conquista. “Valeu a pena o apoio que a gente deu para ele. É uma superação, porque muitas pessoas ainda têm preconceito com a Síndrome de Down”, diz a irmã do garoto.
Na infância, Kallil estudou apenas dois anos em uma escola especial. Depois os pais decidiram que ele iria frequentar um colégio que oferece ensino regular. Lá, Kallil aprendeu não só a ler e a escrever. Foi frequentando a escola e se relacionando com outros estudantes, que ele decidiu dar um passo importante na vida de muita gente: ir para a universidade.
“Isso é um exemplo para a sociedade em geral começar a observar essas pessoas de uma forma diferente. O mercado de trabalho tem que pensar nessas pessoas como pessoas ativas, que elas conseguem ter sua condição de sobrevivência”, acredita Márcio Freitas, ex-professor de Kallil.
O maior orgulho da família é que ele concorreu de igual para igual, não teve uma correção diferenciada, um procedimento comum para candidatos com necessidade especial.
A família torce para que outros portadores da Síndrome de Down sigam o mesmo caminho. “A gente gostaria que não a imagem do Kallil, mas a situação servisse para contribuir com os outros pais que vivem a mesma situação. Para que eles possam acreditar em seus filhos, investir em seus filhos”, diz Eunice Tavares, mãe de Kallil.

Com livros achados no lixo, catadora passa em vestibular no ES

Ercília foi proibida de estudar pelo pai, mas superou as dificuldades.
Ela foi aprovada no curso de Artes Plásticas, na Ufes.


"Obrigado Deus por esse presente, pela luta e por mais essa conquista". Essas foram as palavras escritas pela catadora de lixo Ercília Stanciany, de 41 anos, que foi aprovada no último vestibular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para o curso de Artes Plásticas. Apesar de ter interrompido os estudos na infância após terminar a 4ª série do ensino fundamental, depois de adulta, ela continuou a estudar pelos livros que encontrava no lixo.
A família de Ercília residia em Belo Horizonte, em Minas Gerais, mas há oito anos se mudou para o Espírito Santo. Foi nessa época que ela, sem alternativas para ajudar a sustentar a casa, resolveu ganhar a vida catando materiais recicláveis.
Ercília Stanciany foi aprovada no último vestibular para o curso de Artes Plásticas (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)Ercília Stanciany foi aprovada no último vestibular para o curso de Artes Plásticas (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)
Meu pai dizia que eu nunca seria nada"
Ercília Stanciany, catadora de lixo aprovada na Ufes
Ela explicou que o pai a obrigou a parar de ir à escola quando criança para ajudá-lo na marcenaria que trabalhava. "Meu pai falava que de forma alguma eu iria estudar e ainda dizia que eu nunca seria nada na vida", disse.
Livros no lixoNo lixo, ela encontrou muitos livros e um cartaz que anunciava um curso para jovens e adultos em escolas públicas. Ercília se matriculou e, apesar das dificuldades para ir às aulas, se formou no ensino médio.

Uma conquista seguiu a outra, já que no último vestibular da Ufes a catadora foi aprovada no curso de Artes Plásticas. "Quando fui assinar minha matrícula eu tremia. Saí de lá emocionada. Cheguei no ponto de ônibus e perdi até a noção de como chegar em casa", contou.
Sobre arte, Ercília é familiarizada e, desde jovem, desenvolve o talento de fazer pinturas em tecido. Sem dúvidas, a maior arte que sabe fazer é transformar a dificuldade em motivação.

segunda-feira, 5 de março de 2012

DA FESTA DA CARNE








                                                                           

Essa é minha primeira postagem pós carnaval. Tanto já me aconteceu de lá para cá que daria um livro.
Como de costume passei meus dias de "festa da carne" no Rio - cidade que , na minha opinião, tem um carnaval mais verdadeiro. Claro que vi coisas maravilhosas, que sai em blocos nostalgicos, que vi gente mijando na rua, que me embriaguei de saudades e que , felizmente, conheci um monte de gente nova, mas nenhum Pierrot que tirasse essa Colombina do escuro... Fazer o que, ne?
Assisti aqueles desfiles de "um tudo", como dizia a minha vó, com o olhar voltado para a infância onde a chegada do carnaval era aos poucos e as pessoas se vestiam de mascarados sujos com muita clareza nos olhos. Nos rádios tocavam marchinhas e muito samba enredo que eram acompanhados pela felicidade sem tamanho de minha mãe. Ela brilhava com aquelas estrelinhas em volta dos olhos e um vidro de lança perfume nas mãos que lançava nos pescoços dos outros e, vez por outra tombava meio tonta em algum lugar. Eu me ria inteira, enfeitava com qualquer coisa minha cabeça e rezava pra crescer e poder ir aos bailes noturnos nos clubes de minha Sucupira.
Existia uma magia que não vejo mais. Não vejo faz é tempo, mas não queria assumir, não queria perder a festa interior que causa em mim essa brincadeira. Hoje o carnaval é um jogo narcisista, individualista e competitivo. As moçoilas de família vendem a alma para exibirem seus corpões sarados a base de muita bomba e esquecem dos confetes e serpentinas.
Parafraseando Jabor, o carnaval deixou de ser vivido para ser olhado. Isso é verdade, pois nem música de carnaval toca mais - o que ainda encontro em alguns blocos do Rio, graças a Nossa Senhora do Carnaval.
Carnaval sempre foi sexo, não dá pra disfarçar, mas havia uma certa inibição no ar, uma certa fantasia para compor as alas e não perder o enredo, uma determinada harmonia pra não desafinar, saca?
Hoje tá tudo perdido, o carnaval desglamorizado e eu pelas ladeiras tentando ser a essência do carnaval, pode?
Mas valeu. Não dá pra se ter todos os sonhos realizados, mas realizei um. Desfilei na minha escola querida. Vi Cacique de Ramos e a Mangueira num só coração, vi beleza pulsando em todos os cantos da Sapucaí e, vi meus olhos voltados pra minha bandeira branca me fazendo entender que a vida é a arte e que ela existe porque a vida precisa de arremedos pra despertar nossa dança interior.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PRONTO, CONFESSEI!!

Há dias em que as palavras parecem fugir de mim. Nada que eu tente escrever parece ter sentido. Nada tem , realmente, muito sentido. Hoje é um desses dias em que a cabeça gira, gira, gira e os pensamentos, desencadeados, fazem uma questão incrível de ficar no mesmo lugar. Escutei algumas músicas, tentei me concentrar em uma leitura, mas hoje é um daqueles dias de "sem assunto", sem vontade, sem explicação. Tentei até sala de  bate papo e nada, apenas um vazio construido em mim por mim. Confesso..."tôcumasoudade" que dói. Como é difícil não poder manter um diálogo, como é difícil estabelecer um luto- e luto muito pra manter-, como é difícil acordar, no meio da noite, tremendo de suor, de tesão, de certeza de que você nunca mais virá- pelo menos nessa encarnação- pra mim.
Existe coisa mais dorida no mundo que não poder ter o outro? Não saber em que dimensão o outro se encontra? Não esquecer o outro? Não se saber quem é você se o outro e se encontrat perdida quando encontrada?
Hoje é um dia daqueles... em que se deve rir de si mesmo, porque alguém o fará. Dia pra se arrumar a casa interna, fazer uma faxina nas artérias, tentar da cor a alma e retirar o mar dos olhos de uma só vez.
Nada vai trazer de volta o que já foi estabelecido como fim. Embora eu ache que tudo seja eterno e que eterno seja por um triz. Não há nada pior que esse mundo de palavras vagas que estou usando pra simplismente dizer que é utópico e doentio, mas ainda te amo.

"A sua lembrança me dói tanto                                              
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu"

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Ó PÁTRIA ARMADA, EM CORRUPÇÃO ATADA, SALVE-SE! SALVE-SE

Quando cheguei à escola hoje, encontrei um baile de carnaval.Ótima ideia, se os alunos tivessem paixão por essa festa como eu tenho.
Vi pelo pátio professores dispostos, tentando (depois de ter trabalhado em sala de aula, LIED e etc a origem do carnaval) estabelecer um contato com eles que não fosse "assim você me mata" ou um "chão, chão,chão..." Difícil, muito difícil. Restou-me então umas leituras de emails que surpreendentemente fariam-alguns- jus a situação.
Um deles é o desabafo de um professor que depois de ser intimidado pela mãe de uma adolescente de 17 anos, turista e mimada- pra não dizer ignorante, mau caráter e mais outras coisitas mais- decidiu pedir exoneração do estado e em seu email ele deixa esse trecho que achei imprescindível para nossa leitura.

                                                                

Fica cristalina a visão de que, neste país:

Ø NÃO PRECISAMOS DE PROFESSORES

Ø NÃO PRECISAMOS DE EDUCAÇÃO

Ø AFINAL, PARA QUE SER UM PAÍS DE 1° MUNDO SE ESTÁ BOM ASSIM

Alguns exemplos atuais:

· Ronaldinho Gaúcho: R$ 1.400.000,00 por mês. Homenageado pela “Academia Brasileira de Letras"...

· Tiririca: R$ 36.000,00 por mês. Membro da “Comissão de Educação e Cultura do Congresso"...

TRADUZINDO: SÓ O SALÁRIO DO PALHAÇO, PAGA 30 PROFESSORES. PARA AQUELES QUE ACHAM QUE EDUCAÇÃO NÃO É IMPORTANTE: CONTRATE O TIRIRICA PARA DAR AULAS PARA SEU FILHO.

Um funcionário da empresa Sadia (nada contra) ganha hoje o mesmo salário de um “ACT” ou um professor iniciante, levando em consideração que, para trabalhar na empresa você precisa ter só o fundamental, ou seja, de que adianta estudar, fazer pós e mestrado? Piso Nacional dos professores: R$ 1.187,00… Moral da história: Os professores ganham pouco, porque “só servem para nos ensinar coisas inúteis” como: ler, escrever, pensar,formar cidadãos produtivos, etc., etc., etc....

SUGESTÃO: Mudar a grade curricular das escolas, que passariam a ter as seguintes matérias:

Ø Educação Física: Futebol;

Ø Música: Sertaneja, Pagode, Axé;

Ø História: Grandes Personagens da Corrupção Brasileira; Biografia dos Heróis do Big Brother; Evolução do Pensamento

das "Celebridades"

Ø História da Arte: De Carla Perez a Faustão;

Ø Matemática: Multiplicação fraudulenta do dinheiro de campanha;

Ø Cálculo: Percentual de Comissões e Propinas;

Ø Português e Literatura: ?... Para quê ?...

Ø Biologia, Física e Química: Excluídas por excesso de complexidade.

Está bom assim? ... eu quero mais!...

ESSE É O NOSSO BRASIL ...

Vejam o absurdo dos salários no Rio de Janeiro (o que não é diferente do resto do Brasil)

Ø BOPE - R$ 2.260,00....................... para ........ Arriscar a vida;

Ø Bombeiro - R$ 960,00.....................para ........ Salvar vidas;

Ø Professor - R$ 728,00.....................para ........ Preparar para a vida;

Ø Médico - R$ 1.260,00......................para ........ Manter a vida;

E o Deputado Federal?.....R$ 26.700,00 (fora as mordomias, gratificações, viagens internacionais, etc., etc., etc., para FERRAR com a vida de todo mundo, encher o bolso de dinheiro e ainda gratificar os seus “bajuladores” apaniguados naquela manobrinha conhecida do “por fora vazenildo”!).

IMPORTANTE:

Faça parte dessa “corrente patriótica” um instrumento de conscientização e de sensibilização dos nossos representantes eleitos para as Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional e, principalmente, para despertar desse “sono egoísta” as autoridades que governam este nosso maravilhoso país, pois eles estão inertes, confortavelmente sentados em suas “fofas” poltronas, de seus luxuosos gabinetes climatizados, nem aí para esse povo brasileiro. Acorda Brasília, acorda Brasil !...


P.S.: Divulgue logo esta carta para todos os seus contatos. Infelizmente é o mínimo que, no momento, podemos fazer, mas já é o bastante para o Brasil conhecer essa "pouca vergonha". As próximas eleições estão chegando!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ME POUPE

                                                                                     
Poderia escrever sobre várias coisas que aconteceram no fim de semana. Poderia escrever como me quieta  a alma ver a tristeza de um amigo, como o tempo é severo com as nossas frustrações ou, simplismente, escrever sobre a travessia de mais uma estrela do mundo pop que, arruinada pelas drogas, também chegou ao fim. Sim escrevo sobre a dona de uma das vozes mais marcantes de minha juventude: Whitney Houston. Já foi e, se não escrevi linha alguma a respeito do suicídio de Amy Winehouse, também não o farei com a passagem anunciada da protagonista de "O Guarda Costas".
Fico pensando o quanto deve ser vazia a vida dessa gente que possui tanto do que sempre quis e não sabe o que fazer com tudo isso. Faça trabalho voluntário!! Assuma uma capina, grite, chore, brigue, mas "pelamordedeus", não brinque de se aplicar, não tente ultrapassar seus limites na questão "drogas", pois na maioria das vezes não há limites.
Deve ser difícil ser simples e feliz, né? Já pensou se as duas celebridades citadas acima tivessem que acordar todos os dia às 6:00 da manhã para enfrentar uma sala de aula com quarenta alunos que não querem aprender e, em troca receber uma ninharia e ser taxada, veementemente, pelo governo, de incopetente e, ainda por cima não ter como se defender disso , pois não é pessoal e sim coletivo o tal julgamento?
Fico doida quando vejo gente de talento disperdiçando seu tempo com frivolidades, com fugas para dentro -são as piores- que te levam para estar diante de você mesmo e, aí, como é insuportável se descobrir, surtam e querem mais daquilo que,com o tempo, as tornarão menos.
Sempre tive sonhos parecidos com os de Marilyn Moroe, Amy, Whitney e tantas outras "divas doidas" . Adorava cantar e interpretar, brincava de teatro desde menina sem saber o que era isso, usava escova de cabelo como microfone e fazia grandes shows pelas calçadas de minha rua. Não me tornei celebridade,mas não sou um perdido na noite suja, não me droguei por não ser global ou Hollywoodiana, amei mais que devia e fiquei só, mas não sozinha, entende? Construí castelos possíveis de serem habitados e fiz daquele cara que foi cruxificado meu maior aliado.
Talvez seja essa a diferença: eu busquei alguém ou alguma coisa para , realmente acreditar e, em momento algum imaginei que pudesse caminhar sozinha. Sou profissional na função "vida" e digo sempre que não há recompensa para os amadores, esses estão fadados ao desespero e vez ou outra se embriagam demais, tomam bola demais e se afogam numa banheira de tristeza...
Pode-se migrar do chão para o alto, é só saber se reerguer com coragem , bom humor e fé.- que é a crença de que tudo pode, deve e será melhor, basta desejar.
Sei que tem gente que vai achar que sou "Polyanna" demais... me poupe!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A PELE QUE HABITO

                                                                           
Almadóvar é aquele tipo de gente que está sempre surpreendendo, embora haja quem discorde. Seus filmes trazem a temática da sexualidade abordada de maneira estonteante.
Acabei de assistir ao filme "A Pele que Habito"e, estou sem fôlego. Do começo ao fim o filme prende a atenção e nos deixa ser levado por diversas possibilidades.
O protagonista, Antônio Bandeiras, interpreta um cirurgião plástico obcecado em vingar a morte da filha e que trás, também, em seu fardo, a morte da mulher.
Há tantas perguntas escondidas nos atos/respostas que o filme evidencia a presença de um moderno Dr. Frnkenstein que tenta recriar sua mulher através da ciência.
É um filme de terror, é um filme excitante, é um filme que beira a loucura, mas não possui gritos, músicas de suspense ou qualquer outro elemento externo se não as interpretações irretocáveis dos autores.Suas interpretações causam um certo desconforto, pois beiram ao imaginário do que, na verdade,  poderia ser.
Repleto de lâminas -que cortam e matam-, armas de fogo -que perfuram e matam- cada um desses objetos são utilizados para a finalidade de dar fim a vida.
A Pele que Habito é um filme onde há mais que pele. Há falos de vários tamanhos e estão lá para serem usados como que para dar sentido a uma virilidade atormentada.
A Pele que Hábito está remoendo em meu interior com sua mostra de tendências inusitadas ,com suas possíveis leituras psicanalísticas e com essa louca sensação de que ao assisti-lo percebemos que nós, os humanos, vivemos na linha do abismo.

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