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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DAS COISAS QUE EU SEI

                                                               

Não, não cometi loucura
Loucura seria não me respeitar
Não, não aprisionei um sonho
Estupidez seria cochilar
Não, não me livrei do instante
Não decapitei mãos em estado de carinho
Não aprisionei meu coração passarinho
Me deixei voar..sem medo da queda

Sim, o mar me deu maresia
A terra me ensinou a rendar
O domingo de rock com poesia
E entre um copo e outro
Um olhar e um afeto
Uma pétala e outra
Espalhadas por nós em nós
Me libertei do aperto no peito
E vivi todo um verão Rio sem ser janeiro

Talvez eu siga
Talvez eu pare
Talvez seja assim...
Os altares internos
Onde meus deuses habitam
- instantes de leveza-
Talvez seja agora o tempo do adeus
Talvez seus olhos nunca tenham
Sido meus
Mas, sem dúvida, todas as grandezas
De nossos poucos atos
Afetuosamente...
Foram e serão, sempre, nossos.

Não, não era essa a escrita
Nem só de alma é feita a vida
Nem só de perdas reflete-se a morte
Morrer também é um estado
O resto é coisa da imaginação
Dessa poeta que se perde
Na sua escrita fora de orbita

Essas palavras que saem de mim
Querem, na verdade, escutar de você
Novos convites para encontros furtivos
Bares escondidos, cinemas camuflados,
Quartos de motéis.

Essas palavras escondidas em mim
Vão se desfazendo e inventando poema
Emancipam febres
Inventam antigos desejos para a tua língua
E liberam esse gozo, que tem um tempo curto,
Como cabe ao instante do prazer
E certamente, as palavras , apenas elas
Tenham a intimidade que quisera o tempo
Roubasse de você e as oferecesse pra mim.

Da série" Senhorita"




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