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terça-feira, 4 de junho de 2013

PRA QUEM SABE ME LER




Faço o possível, quase sempre, para respeitar a opinião alheia. Procuro ser polida, educada, amigável, mas sou humana, logo, tenho minhas falhas e meu tempo, e não sou de ferro, nem barata, e barata nem tem sangue, mas eu tenho e ele ferve, e ferve, e ferve.
Dias desses dei uma saída. Fui ao Rio, voltei- no mesmo dia- e ainda deu tempo de assistir ao espetáculo de um amigo. Nada demais até aqui, nada demais. Nada de mais não fosse eu sair do espetáculo e trocar minha casa por um boteco. Uma cervejinha para relaxar, um papo bom e, lógico, um problema. Problema sim. Sabe quando você está na sua e repentinamente aparece na sua frente um cidadão que faz teu peito acelerar? - o nome disso é tesão- Que faz você acreditar que ele te olha assim porque você é a pessoa mais interessante do mundo?- o nome disso é carência-. Pois bem, apareceu. Bonito, inteligente, com um humor especial e doido. Completamente doido. Mas quem nunca conheceu alguém assim? Esse é outro problema...eu só co-nhe-ço gen-te as-sim. No quesito sexo oposto, tudo é oposto ao que desejo. A pilantragem alheia corre solta. Conheço gente tão piegas que chega ao ridículo de esconder a aliança no bolso e ligar depois pra perguntar se não deixou cair em seu quintal. Se deixou, sabe o que eu faço??? derreto, derreto e mando fazer um pingente com a inicial letra do nome do canalha.
Pois bem conheci mais um erro assim, desses que no final nos faz rir- de raiva e de graça mesmo- o fato é que esse veio com uma dosagem de pensamentos que beiram ao patético e ao doentio. Não gosto de gente viciada em nada. Nem em Deus. Deus não gosta de fanatismo, não condena, não julga, não define suas escolhas. Conheço o cara- Deus- e, sendo assim, posso falar sobre ele. Conversamos todos os dias por longos tempos. Ele me ensinou que tem de existir simplicidade nas orações, que palavras repetidas sem ser entendidas criam muitos constrangimentos, que é mais fácil amar e que a ninguém foi dado o direito de perdoar se for pecador, logo, não existe perdão e nem pecado- acho-, se agimos com o nosso coração e o aprendizado que ele, verdadeiramente, recebeu para o bem, tudo bem. Quem inventou essa coisa de pagar pelo que fez- não escrevo sobre crimes ediondos-, quem criou essa monotonia de regras absurdas a serem seguidas foram os juízes-  internos e externos- que carregamos e que depois criaram habeas corpus. Tudo doido, como o moço que conheci.
Sei que nos tempos atuais nos fazem engolir muitas coisas, são tantas as informações que fica ipossível assimilar tantas coisas e ainda lidar com algumas delas como se nos servisse para reflexão. Isso faz enlouquecer, leva a piração.
Para muita gente a literatura não serve pra nada, a arte não serve para nada, são perfumaria. Ambas, pra mim, são a salvação. Preciso transgredir e não tenho medo disso. Não creio na obrigação do desejo, nem na fidelidade imposta. Acredito que quando nos tornamos reféns de um seguimento, seja ele religioso, político, amoroso ou sei lá o que, estamos abrindo mão do que somos de fato, do que acreditamos realmente e nos deixamos ser tocados como boiada.
Viver, se relacionar, conhecer, se deixar conhecer não está sendo fácil, eu sei. Há um homem-bomba dentro de cada um de nós. Então, façamos o seguinte: desativemos todas elas, as bombas, deixemo-nos ser o que somos... sem medos, sem travas, com uma dose de limite, sim. Mas sem dupla personalidade, sem falsidade, com um pouco de silêncio, oração poesia e coragem.

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