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terça-feira, 23 de junho de 2015

A POESIA DA ALDEIA


                                                                     

_Tá vendo?
_Tô venu si sinhô
_Acha o quê?
_Que ela tá se rindo d'eu
_Rindo? Ela não ri
_Ela é o riso, então?
_Não...
_Maisi óia, mira bem naquela direção!
_Qual? Aquela que segue o rumo do meu braço?
_É.... e vai maisi adiante e, adiante o passo
_Por quê?
_Prumodiquê daqui a um cadim ela se esconde...
_Se esconde?
_Óia que tem dois zoinho brilhando perto do riso!!
_Você enxerga o vento?
_Enxergo e danço com ele, sim sinhô
_Delírio seu
_E vejo a terra com uma cor que transparece com o brilho do riso dela. Tá venu?
_Vejo...mas não como você desenha pra mim
_É que te faltam as lente
_Lentes?
_É... as lente da magia
_Você está se rindo de mim?
_Não sinhô...
_Tô catando a poesia que passeia em sua aldeia enquanto não raia o outro dia
_O dia nasce em qual direção?
_No contrário do que ela se ria. Nunca viu , não?
_Acho que dormia
_Eu bem sabia...
_Que eu dormia?
_Que de mim ela se ria, enquanto eu te mirava
_Quando o sol nascia?
_Não...quando eu não dormia e o teu suor eu peneirava.

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