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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DIVAS / DALVA DE OLIVEIRA POR DANIELI NUNES



                                                         

Nesta sexta-feira dia 30/09 , às 20:00h, no SESC / Campos, o Projeto Divas estará homenageando aquela que foi a Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira. Para a performance estará presente na formação da banda: Sebastião Floriano, Marcelo Silva e Robinho Baqueta que acompanharão Danieli Nunes interpretando as canções do Rouxinol do Brasil.
A vida de Dalva poderia ser um desses folhetins baratos, daqueles que se folheiam e depois são atirados na lata de lixo mais próxima. Qual o quê! É um romanceiro, piegas às vezes, mas quase sempre denso, e nunca monótono.
Nasceu Vicentina Paula de Oliveira, nome banal para quem iria fazer o Brasil inteiro atirar-se a seus pés, com sua voz filetada a ouro, estilhaçadora de cristais, predestinada a cantar sob uma eterna luz de um abajur lilás.
Poucas cantoras atingiram uma escala de empatia com o público como Dalva. Com a bebida pontuando sua vida, ela fez-se refletir no espelho das canções que, de alguma forma, rasuravam suas desditas. Mas sempre reverenciando seu público, as mãos cruzadas sobre o peito, num discurso sincero: "É como sempre digo, eu não tenho fans, tenho amigos. Obrigada". Rica às vezes, infeliz quase sempre, andando de ônibus no final da vida - ela se autobiografa modestamente em seu folhetim, ocultando ter sido quem realmente foi: não somente Rainha, mas Porta-Voz de todos aqueles que ficaram à margem da vida.
Vida que ela a deixou às 17:15 horas de um 31 de agosto de 1972, espalhando um rastro de luz e um fio de voz que, até hoje, se esparrama qual um prisma luminoso sobre todas as vozes que, de alguma forma, foram embevedar-se em seu coração.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DE NOVO !!

Estava terminando um texto ,que parece não ter fim, quando começa a piscar um nome na janela que existe no email do yahoo. Era um amigo que me faz surpresas ótimas com o que é novidadeiro. Me pergunta se assisti ao Fantástico na noite anterior e eu respondo que não. Perdeu, me disse ele. A Marisa arrasou no clipe e devo dizer que a poesia dela me fêz lembrar de um email que me mandou dias desses, fala de solidão e de encontro... Tão confessional como o que você escreve.
Não perdi tempo e fui correndo procurar. Linda a canção. Lindo o clipe! Sóbrio e delicado ,como a maioria das coisas que ela faz. Os versos da canção me fizeram lembrar também do que escrevi...
" Acostumada a solidão das minhas horas
  Distraida, nem vi você chegar
  Meus orgãos em desajuste
  Meus pulmões sem ar...
  Sua chegada no meu olhar
  Mudou minha rotina
  E sair da solidão foi como
  Me reencontrar"

                                                       

EU PRECISO DIZER, DEIXA?!

Pensei muito no domingo. Passei o dia entre leituras, pesquisa e músicas. Passei o dia de molho, confesso. Tive uma noite de sábado pra lá de especial, em alguns aspéctos. Foi aniversário do meu mais amado Fernando Rossi. Foi noite de reencontro, de boas gargalhadas e de alguns estranhamentos.
Conheci Fernando quando tinha 15 anos e era, aliás, sou perdidamente , completamente apaixonada por ele. Ele era meu "leãozinho", meu Caetano, meu diretor de teatro mais que fofo. Muitas vezes em nossos encontros falávamos que não viveríamos muito e como escreveu minha colega Auci, já estamos com sobra e das bacanas. Cá estamos, querido, comemorando os seus cinquentinha com rock e promessas de sermos eternos. Com uma especial emoção e uma saudável leveza da vida que esbanja de nós.
Obviamente que revi pessoas que , sinceramente, não precisava encontrar nunca mais. Há uma gente ácida, leviana e dona da razão que não deveria sair de casa e que, por educação, deveria se contentar em ter sua própria vida para tomar conta.
Ninguém é obrigado a ser fiel ao que não sente mais. Há um fim pra todo começo e amar é construir e fazer manutenção...construir e fazer manutenção. Não existe maneira de fazer durar qualquer relação quando ela já  definhou. Não adianta cara feia , indelicadeza ,nem ficar inchando a fila "dos que estão do meu lado"... Detesto quem fica se fazendo de vitima. Já amei tantas e muitas vezes que perdi a conta. Meu amor é bem resolvido, acho. Ele dura o tempo que você me permitir te amar e às vezes nem é o meu tempo, mas eu acato e fico tentando esvaziar o que ainda está em mim. Sou incapaz de esmolar, sou incapaz de ser evasiva.
"Pelamordedeus" tem gente lá fora pra cara@&#o esperando pra ser amada!! Não dá pra ter tudo o tempo todo. Pessoas não são objetos em uma vitrine que você deseja e tem que ser teu.
Lembro-me na minha adolescência quando eu ficava chorosa e sofrida por algum afeto deixado de lado, minha mãe sentava ao meu lado e falava assim:  "Para com isso. Você ainda tem uma vida pela frente e não pode ser tão sério... , afinal quantas vezes você já dormiu apaixonada por um e acordou apaixonada por outro? Quantas vezes já riu de chorar ou chorou depois de rir por saber que melhor do jeitinho que é. Menina, menina, nada é por acaso e  se não estão juntos é por alguma causa  e no final agradeça...Papai do Céu deve estar te livrando de alguma. Vamos combinar qiue você não tem um dedo muito bom pra homem...."
O problema é que ele me livra demais e acabo não vivendo algumas coisas que eu queria.Mesmo quando dói eu prefiro deixar a dor doer a não viver o que desconheço. Prefiro morrer de meus excessos que de minha contenção. Ontem, enquanto procurava uns poemas, acabei encontrando uma série de cartas que não enviei, que não postei e que talvez nunca envie. Li coisas que me fizeram chorar, outras que me fizeram rir e algumas que nem sei pra quem eram. Talvez eu vá, aos poucos, postando... nem sei. Encontrei tanto de delicadeza em algumas,um certo equilíbrio em relação aos meus afetos em outras, uma maturidade tão encantadora em todas que me deu vontade de postar especialmente pra você. Me deu uma vontade de dizer que "Teamo"- assim tudo junto- e que o tempo, esse ser único e que me torna adulta todos os dias, mesmo comigo tão moleca, não vai parar pra eu pensar se vale a pena. Não há muito pra pensar.  Ele me dá a oportunidade de viver cada dia com ou sem você e me dá 24 horas  diárias pra eu não mais fugir e ter coragem de dizer... que eu preciso tanto.... que até o tempo passa arrastado.
Era pra ser sobre o aniversário de Fernando e acabou sendo sobre o que me move.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O QUE É QUE EU FAÇO ?

Sabe aqueles dias em que há um certo desajuste de coisas e a sensação é a de que as coisas, todas, estão fora do lugar? Sabe quando o mundo inteiro parece ter decidido te ligar na madrugada e você, totalmente, sonolenta e lenta fala com uma pessoa pensando ser outra? Será que terei que dormir de óculos? Aconteceu isso comigo nessa madrugada. Primeiro foi um em relação a um trabalho e eu disse que poderia me ligar a qualquer hora, depois, bem, depois foi o improvável e que só depois de mais de vinte frases entendi de quem se tratava. Tamanha foi a minha surpresa que estou totalmente despassarada até agora e olha que isso não é muito fácil de acontecer. Pensei que fosse delírio , sentei-me na cama e acendi a luz, mas, confesso, não enxergo muito quando estou acordada, imagine dormindo (rrsrsr).
Ajeitei-me na cama e aquela voz veio como aconchego, acalanto e cuidado...Nada perguntei. Me fiz toda ouvidos e lembranças. Lá no meu íntimo fiquei me perguntando- com que direito você me invade quando ainda é madrugada?- mas continuo imóvel, afinal minha alma precisa aprender a ser éter de vez em quando.
Conversamos, ou melhor, versamos sobre algumas coisas que respiramos juntos. Falamos sobre saudade, política e caos. Falamos nosso desencontro e dá possibilidade de sermos... quem sabe?? Tudo tão confuso quanto essa postagem, mas de tamanho sentido que me deixou assim por horas...  quase sem ar, meio perdida no meio desse encontro até quase às 5:00 h quando tenho que tomar um banho e me arrumar para mais um dia que sei que deixará em mim um aspécto de madrugada infinita.
Deixei que você, feito um cão, latisse todas as velhas ilusões aos meus ouvidos. Deixei- me arvorar em novas possibilidades e até encontro marcamos num final de tarde nos permitimos..(antes nas tardes so que nunca).
Nessa madrugada descobri que nem sabia que sabia que você ainda tentava saber o que se passa... Durante o dia fique me perguntando: O que é que eu faço???
                                                               
Responde... O que é que eu faço????

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DA CHEGADA DO AMOR AOS 49

O amor às vezes demora pra chegar. É típico dele aparecer quando não o estamos esperando ou quando achamos que é tarde demais para a aparição do primeiro.
O primeiro amor pode aparecer aos 15 anos, aos 20 anos, aos 35 ou aos 49 anos e com a mesma surpresa que nos causa quando adolescentes.
É da chegada do amor essa vontade de se perfumar, comprar lingerie nova, viajar, dormir de conchinha, perder noites de sono idealizando o próximo encontro...
A chegada de um despertar maduro faz-nos entender que o tempo é um escudeiro fiel e que não nos abandona. Há nesta chegada a preparação pro desconhecido, a cumplicidade, o envolvimento seguro e as misturas tão juvenis que ficaram adormecidas dentro de quem ,ainda, não havia experimentado tal condição. Digo condição porque amar é isso: uma condição de não medida, de não idade, de não censura. Engana-se quem afirma que depois de uma certa idade as formigações são lentas e mornas. Engana-se, e muito, quem faz esse tipo de colocação. Sempre digo que o amor é cíclico e , sendo assim, aquilo que doamos ao outro volta para nós e esse sentimento que emanamos retorna pro outro e ele entende essa troca de energia e devolve, na verdade, como se fosse dele.
Não devemos nos  envolver em falsos achismos quanto ao que pode ou ao que não pode numa relação "debutante". Vale tudo , até dançar homem com homem e mulher com mulher...tudo vale.
 Compartilhe seus sonhos, dúvidas, risos, cumplicidade, segredinhos de alcova (rsrrsr),medos, decisões. Ame e deixe-se amar, mesmo por uma fração de segundos, mesmo que pareça impossível, mesmo que seja unilateral. Ame e dê vexame e chame o nome dele, escreva no caderno dentro de um coração, ria distraidamente com ele e/ou para ele..tudo vale, tudo pode.
Faça de "um tudo" para se manter bem e deixe que ele te leve e enquanto estiverem juntos... seja leve, muito leve pra que o gozo possa, de fato, te fazer flutuar...
                                                                     

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SIMPLES, NÉ??

Há fases na vida que a única coisa que queremos é poder aquietar um pouco a alma. Cheguei ainda agorinha de mais uma apresentãção para a trupe do canteiro de obras da Penha. Ontem esqueci de falar sobre um aspécto que nos emocionou e muito. Após apresentarmos nosso "petit" esquete, um grandalhão pediu a palavra e imediatamente aquele refeitório repleto de homens , num ato pra lá de bonito, deram as mãos para uma prece de agradecimento e pedido de proteção... Comovente. Hoje a mesma cena se repetiu e meu coraçãozinho, que por motivos próprios, anda meio indefinido, pôs-se a chorar...de emoção, de agradecimento por aquele alimento, por saber que aquela gente tem um montão de fé.
Numa postagem dessas da vida desabafei feito uma maluca. Não me arrependo. Tenho em mim essa ilusão do não arrependimento e enquanto esse hálito do mundo estiver na minha cara...vou gritando , escrevendo , falando e respirando o que penso.
Adoro o encontro, as tentativas, o diferente, o comum, o trabalho exaustivo e o leve...sou adaptável a tudo nessa vida, mas não gosto de achismo, não gosto de leviandade, de preguiça, de gente que diz que não é possível, de gente que pensa que é sem nunca ter sido, sabe?
Vou criando a minha existência com insistência e garanto que chego lá. Onde?? Não sei, não demarco espaços, apenas me vou... às vezes com um medo de me perder danado (rsrrsr), mas vou.
Ontem recebi um email que termina assim... "E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma."... "Quantas coisas perdemos por medo de perder?"...
                                                         
                                                                    
E como sou tinhosa pra caramba vou recomeçando a vida como comecei esta semana...garantindo que será especialmente maravilhosa, que aprenderei com esse trabalho e que estou super me descuidando e por isso estou feliz.
Ah !! Se eu me perder... que você procure me achar... mas me devolva, tá??

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CIA TRAMPO ARTE

                                                                    

Estou participando de uma semana inusitada. Farei algumas apresentações em determinados canteiros de obra na minha cidade. A empresa que nos contratou é a  Odebrechet.  Apresentamos uma esquete que desperta os trabalhadores para o uso dos materias de segurança e isso é, sem dúvida, algo bastante diferente de muita coisa que já fiz.
É como se a vida, de repente, me oferecesse uma nova chance, uma nova piscadela, um novo respirar... Assim, com esssa sensação, é que iniciei minha "abertura de trabalhos" hoje. Com  algo novidadeiro e excepcional.
Acordei cedo. Cedo mesmo. Com as galinhas, como dizia a minha avó. O trampo começava às 6:00h e , sendo assim, acordei às 5:00 para despertar a minha sonolenta alma com um banho "quase" frio (rsrrssr). Estava me sentindo uma novata no meu ofício. Nunca havia representado para peões em um canteiro de obras e a expectativa era grande. Tudo pode acontecer nesses encontros. Eles podem não dar a mínima para o que você está fazendo, podem rir de você, mas podem rir com você. Para nossa sorte, foi isso que aconteceu... Refeitório cheio e a gente com a tarefa de fazê-los acreditar na importância de se usar os EPIs e de seguir as regras de básicas de segurança.
O trabalho com essa gente simples é muito especial e o bacana é que eles nos fazem sentir iguais e nós os fazemos sentir que isso é verdadeiro.
Já percebi que essa será uma semana surpreendente e cheia de aprendizado, troca e emoção. A energia é , realmente, algo que devemos encarar como providencial. O tempo, às vezes lento, às vezes voraz, nos deixa claro que um dia sempre compensa o outro, que se nos decepcionamos com algo ontem, amanhã poderá ser bem diferente e que cada coisa deixa em nós um recado, um sinal, uma nova possibilidade. Aprendi, hoje , que há ensinamentos dispersos no ar e que com o tempo serei capaz de ler o que realmente eles vieram me revelar.

domingo, 18 de setembro de 2011

MEU GOL DE TAPETE

"A noite da semifinal do III Festival de Poesia de SF foi em grande estilo e contou com a participação especial do ator, poeta e produtor cultural, Artur Gomes, além do show de MPB da cantora Olinda Messias & Banda. Entre os nomes da comissão julgadora, destaca-se a pesquisadora cultural e profª de prosódia do núcleo de teledramaturgia da Rede Globo, Iris Gomes da Costa. Ainda assim, destacaram-se no show de interpretação a campista Adriana Medeiros e o fidelense Eduardo França, que, aliás, teve a responsabilidade de interpretar o único poema de autor fidelense, Carlos Rodrigues que passou para as demais fases.  E a grande final é esperada para este sábado.  "


leoni

Resolvi começar este post com essa informação que se encontra no site acima. Por minha livre vontade decidi participar, como intérprete, do III Festival de Poesia Falada de São Fidélis. Decidi porque achei que tivesse a seriedade que um evento desse implica e, obviamente, pelo prêmio (seria hipócrita em dizer que isso não importava).
Sei que os poemas que interpretei não tinham a força de alguns que lá foram lidos e nem de outros que, embora tenham sido equivocadamente interpretados,eram muito bons no sentido da construção poética, mas isso é minha opinião.
Não costumo sair de minha casa com certeza alguma a respeito de minha participação em festivais. Penso que o melhor disso seja a troca, a conversa com pessoas que tratam do mesmo ofício que você e que o fazem com cumplicidade. Isso eu não vi. Vi uma gente pequena e arrogante que pensa que a sua "petit la ville"  está sendo invadida por um ser que veio descaracterizá-la.
 Já participei de festivais de música, teatro e poesia. Já ganhei alguns, já perdi muitos, já aplaudi , de pé, quem estava disputando comigo tendo a plena certeza de que havia feito melhor que eu, já chorei de emoção e de raiva, já quis discutir com jurado, já vi coisas que até Deus duvida, mas nada comparado ao que vi na  "Cidade Poema" , o que é lamentável, e me faz dizer aqui que foi um festival bairrista e preconceituoso. Um festival que coloca uma gente desrespeitosa entre nobres jurados, uma gente que está insuportávemente fedendo a naftalina.
Estou decepcionada, não pelo fato de não ter ganhado, mas pelo fato da injustiça do resultado como um todo. O autor dos melhores poemas recebeu um prêmio de consolação ao qual deram o nome de menção honrosa... Brincadeira !! Que tipo de pessoa acha que premiar aquele que realmente se destacou é tirar do seu conterrâneo uma oportunidade? Essa gente deveria ficar com a bunda no sofá tricotando ou assistindo ao Zorra Total. Que tipo de gente dá um prêmio de melhor intérprete a um participante que ao recebê-lo assume que não o merecia e que não estava entendendo, ainda, o que aconteceu?
Acordei hoje com muita vergonha de ter participado dessa mentira e espero que alguém leia o que posto agora e entenda que fazer um festival voltado para os conterrâneos é fácil, é só torná-lo local. É só fazer uma festinha ou um sarau, que é mais econômico e garante que a grana circule entre os seus. Quando a proposta é  fazer um evento que seja nacional tem que se assumir que existe uma gente pelo mundo voltada para uma arte que não é apenas literária, mas que  está voltada, também,  para a comunicação, interpretação, emoção e não, apenas , a uma exibição de um achismo ultrapassado.
Não gostei. Não gostei do resultado e detesto festa de confraternização com direito a falsos "discursos fingidos e inflamados" e trocas de presente entre amigos ocultos.
Infelizmente foi assim que ficou resumido ( para mim) o que foi isso que eles chamaram de festival. Uma festinha de confraternização feita com dinheiro público...

PS1: Aprendi a perder com dignidade quando sei que quem ganhou foi, sem dúvida,mais merecedor que eu.

PS2: Tentei "amô", tentei "Gato Véio", mas tinha que desabafar e se, por acaso, alguém achar que é despeito... lamento e digo - pena que você não estava lá-.

PS3: O único poema fidelense do festival ficou em 2° lugar e o Eduardo França não venceu como intérprete.

Das Preta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DO MEU CORAÇÃO TÃO FAMINTO

                                                                   

De vez em quando parece que há uma conspiração universal contra você. Nada funciona. Nada mesmo. Ontem e antes de ontem foi assim....Sem computador em casa e no trabalho e um montão de coisas para fazer.
Gostaria de ter postado sobre o meu rebento. Gostaria de ter declarado, aqui, o que ele já sabe. Farei isso, mas depois. Preciso escrever sobre uma outra coisa neste momento. Preciso escrever para quem ,parece, não querer mais me ouvir. Li uma vez que aprendemos na escola que o contrário de triste é alegre, de feio é bonito,de claro escuro e de amor ódio. Era sobre isso a crônica, sobre os contrários. Porém, o contrário de amor não é o ódio, é o desprezo. Quando você odeia você fica arquitetando uma maneira de fazer o outro sofrer, quando você odeia você persegue o outro, mas quando você despreza...o outro nem existe.
Detesto admitir que estou sofrendo o não entendimento do que ocorre e escrevo por ser a minha única maneira de respirar essa falta de saber o que acontece. Escrevo não por insistência, mas por maturidade.
Há algo mais imaturo que não atender ao telefone? Há algo mais tirano que não conversar com o outro e deixá-lo te ouvir? Quando não concedemos ao outro um instante de defesa é que não sabemos ao certo o porquê da condenação.
Qualquer um tem o direito de achar o quiser de mim. Pode achar que eu sou louca, mas atrás da minha loucura há um desperdício enorme de lucidez. Sou muita pouco acomodada, mas só gosto de fazer , de verdade, o que gosto de fazer. Sou constante em minhas opiniões e quando estou errada  fico chateada, mas acato a fala do outro ,se ela me parece prudente. Sei que deveria me aquietar. Sei que deveria fazer parte do bloco do "liga não que depois passa", mas detesto não ter a ciência das coisas, detesto ser mal interpretada e por fim....DETESTO pusilanimidade e adoro essa palavra.
Confesso que mais uma vez criei. Acabei colorindo a realidade com algumas ilusões e semeando ilusões em cenas reais, mas e daí? É meu sonho, minha vida e eu posso colorir , recolorir, como quiser, ou não?
Acho que estou me expondo pra que você descubra quem sou  ou quem conheço, de verdade, em mim. Tenho umas crises doidas de riso e choro quando isso acontece. Às vezes choro sem verter uma lágrima... Sei que as pessoas tem o hábito tosco de fazer paralelos com dor e lágrima e uma coisa nem sempre está ligada a outra.
Amo sempre mais do que sou capaz, mas é por descuido do outro, não tenho medo de amar e nem acho que amor é eterno, logo, vou amando todos os dias.Tenho prazer nas coisa mais simples e não amarro frustração, pois acredito em vidas futuras e , por isso, sempre tenho tempo, mas deixo claro uma coisa, de todas a mais importante , ao menos para mim, me entrego de corpo, alma, intuição, me entrego inteira, mesmo num átimo de segundo quando estou envolvida, mas... quando recuo...não volto mais. Quando recuo vou por outro caminho e sou capaz de me perder de todo o resto para estar dentro de mim.
Quem me leva muito a sério , gosta de definições...não tenho definição alguma. Não sei quem sou, não sei por onde vou ....mas sei que não vou por ai... Não vou pelo caminho do medo, da covardia, da inanição. Vou por onde eu possa ser uma alma de veradade e não uma estúpida criação daquilo que penso que sou. Minha vida é mais do que aquele mais, é mais que esse encontro tão igual dentro de mim, é mais que ficar me sabotando e interrompendo qualquer coisa que poderia ou não acontecer .
Pra terminar... Acredito em bruxas, duendes e gente. Acredito, até, em você e sei que qualquer dia a gente vai se rir...da gente.

domingo, 11 de setembro de 2011

O INUSITADO

Que eu gosto de gente e que gosto muito, todo mundo já sabe.Que gente que me surpreende faz morada em mim por tempo indeterminado, mais ainda.
Estou encontrando em meu caminho uma gente que se diz "diferenciada"(rsrrrs!), mas que no fundo é mais iguail que supunha ser. Não faço crítica, muito pelo contrário, fico na minha maneira tão igual, apenas observando e aguardando as cenas futuras.
Decidi que não sairia no sábado. Resolvi,  então, locar uns filmes, memorizar uns textos e me preparar para o domingo que será de muitas palavras, música e frescor. Meu filho fará na segunda 21 anos e já está comemorando desde quinta- feira. Costumo dizer que parece festa de padroeiro (rrsrsrrs!)
Bem, voltando ao motivo da postagem...  Sabe quando você fica ancioso, esperando que o telefone toque e o desespero, o atropelo nem parece estar ligado? Pois é, eu estava assim até que quando me desliguei dessa ideia adolescente, ele tocou. Do outro lado da linha a pergunta de sábado: " vai fazer o quê?" ao que respondo -" ler um pouco e assistir uns filmes que loquei"-. Um silêncio imperou por uma fração de tempo até que veio a outra pergunta (que era mais um convite)...- "vou te fazer companhia, posso?"-
O filme foi maravilhoso. A conversa e comentários a respeito do tema e de como o mesmo é desenvolvido foi um outro filme. Conversar sobre as nossas crenças e dúvidas com alguém que está disposto a nos ouvir e que fala quando a coisa parece poder clarear é presente divino.
Fico me sentindo um ser iluminado quando pessoas especiais atravessam meu caminho de forma inusitada. Sei que a vida faz umas gracinhas doidas comigo, mas brinco com elas sempre que me é possível. Não costumo cultuar gente que "deixa pra depois" e vou tecendo o fio do hoje pra poder me presentear de mim todos os dias.
Quanto ao que ficou pra depois... Isso é coisa que pertence ao amanhã, logo só viverei quando for a hora e se não acontecer não será um trauma, mas a certeza plena de que não era pra ser vivido.
A vida é feita de muitos ensaios, mas tem que haver o dia da etréia.

 Que seja de festa todos os meus dias e principalmente esse domingo!

                                                                   

PS: O nome do filme é : "Além da Vida", e rende uma bela conversa, garanto.

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