contador de visitas
Selecione o Idioma

Postagens populares

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CUMPRINDO PROMESSA

 Uma vez me perguntaram se o que eu escrevo é confecional e eu respondi: nem sempre. No caso desse poema nunca passou pela minha cabeça que ele pudesse ser dedicado a alguém. Nunca pensei que, talvez, lá no meu interior morasse o ser que não habitara em mim...
De qualquer forma cumpro o prometido e posto para que você faça a sua análise, mas não crie espectativas... Pode até ser para você (rsrrsrsr).

                                           DESCOBRIMENTO DE MIM

                                                                             
ENVOLVA-ME EM TEUS BRAÇOS
E ENSINA-ME A VOAR
ELEVA-ME A POSSIBILIDADE DE SER PÁSSARO
POSSIBILITA-ME A MAGIA DE VIAJAR EM TEU CÉU
SINALIZE AS PARTICULARIDADES RECONHECIDAS
EM NOSSAS ROTAS
RECONHEÇA AS DISTÂNCIAS
OS SONS DAS VOZES QUE ESCUTEI
OU VÁ À PUTA QUE O PARIU... E SEJA MODERNO
ME LIGA
ME TELEFONA
ME ACIONA EM TEU E-MAIL
ME CONVIDA PRA ESSA “DESPOESIA” DE FACEBOOK
MAS NÃO ME DELETE MAIS
NÃO ME ESCRAVIZE MAIS A ESSA ANGÚSTIA DAS HORAS
A ESSA INSENSATEZ DAS DEMORAS
A ESSE MUDO TELEFONE QUE NÃO TOCA
ME NAMORA ...VEM...
COMO ESFINGE
ME DEVORA TAMBÉM
ME ADORA
ME DEFLORA
OU DEFINITIVAMENTE
ME MANDE EMBORA
MAS SE FOR PRA FICAR
POETIZE
VINHO BRANCO
PÉTALAS DE ROSAS
CIGARROS DEPOIS
MAPEIA-ME
DE NORTE A SUL
ME DESPE
DE LESTE  A OESTE
DEMARCA-ME
REDESCUBRA-ME
FINQUE EM MIM
SUA BANDEIRA
E MOLHE MEUS LITORAIS
SEJA MEU PADRE JESUÍTA
E EXPULSE OS ANTIGOS COLONIZADORES
QUE ANTES ME AVISTARAM E GRITARAM
SEXO À VISTA !!
ME CAMINHE
ME DESENCAMINHE
CAMINHA AS MINHAS TERRAS
MANDANDO NOTÍCIAS
QUE AQUI EM SE PLANTANDO
EU VOU TE DAR
VERÁS MINHAS PERNAS EM CRUZ
APONTE MINHAS RIQUEZAS
MEUS PEQUENOS E GRANDES MARES
MEU TIÂNGULO SEM BERMUDAS
MINHAS ILHAS
CAMINHE MILHAS E TRILHAS
PARA QUE EU TE DENOTE
TRAGA TODAS AS NAUS
ATÉ A BOCA DO RIO
E QUANDO AVISTAR-ME MONTE
SEJA CABRAL
PASCOAL
NICOLAU
MOLHE TODO MEU MAR
NAVEGUE-ME
QUANDO ME REPOUSAR
SEREI TEU PORTO SEGURO
TUA BAHIA DE TODOS OS SANTOS
PRA VOCÊ ATRACAR
ANCORAR
APORTAR
QUANDO ME COBRIR
VERÁS QUE SÓ FALTAVA VOCÊ
PRA ME HABITAR.



                                                                                          DAS PRETA.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

TÔDOIDA@.COM.BR

                                                                            

Há dias em que escrever pode parecer uma revelação. Há coisas que ficam melhores  guardadas e silenciadas para não causarem danos.
Dentro de mim existe uma série de coisas não vividas, mas com posssibilidades futuras de novos estágios. Conversava com um amigo num  dia desses quando ,de súbito, o moçoilo me dissse que existia em  mim um ser que ora era forte e ora por demais frágil. Sou assim. Exatamente assim...humana. Não me resguardo de nada que a vida me oferece e quando aceito um presente faço dele uma festa até desgastá-lo. Quando esse presente não é de vidro ele não quebra, não desgasta e continua ali para ser acariciado, tocado, manuseado, vivido e respirado. Somos o que somos em cada situação. Depois de uma certa idade a única pessoa que nos engana é aquela que habita nós mesmos . Sabemos o que existe atrás de cada intenção e se nos permitimos ir além daquilo que somos capazes de encarar, isso  não pode, jamais, ser visto como uma escolha em conjunto. Somos donos únicos e exclusivos do nosso querer, da nossa vontade, da nossa tesão e se partilhamos com o outro tudo isso é porque ,antes de nos entregarmos, já sabiámos que iríamos...e por nós.
Já sei que você deve estar pensando que estou doida e que não estou escrevendo coisa com coisa. Você quase tem razão. Tem um monte de coisas que gostaria de poder escrever, mas ainda não consigo sem deixar explícito que é para mim mesma e não pra você que faz parte, hoje , dessa minha escrita.
Sabe quando as coisas bastam pelas impressões que deixam e só? Gosto não. Gosto da coisa bem exposta, bem dita e direcionada. Respondo qualquer coisa sem constrangimento e deixo o outro constrangido com minha resposta , pois ele esperava que eu fosse "blasé" da mesma forma que ele é. Não sou. Não consigo e, acredite, fico cinza com isso.
Na vida há coisas que nos são cobradas...e muito. Mulher ,por exemplo, não pode manifestar seu desejo da mesma forma que o homem. Isso é doido! Somos animais iguais e se pra ele é permitida uma certa impunidade afetiva quando ele demonstra esse sentimento por outro que não é o seu companheiro, porque  na carne feminina esse desejo é visto como algo devasso e vulgar?
Deixo no ar essa pergunta. Se puder me responda, pois preciso de opiniões.
Quanto aos encontros... cada um  sabe o que é bacana pra si. Cada um sabe que tudo pode começar bem e terminar melhor ou não. Cada um sabe que a vida não é um conto de fadas e vê-la assim pode ser f%d@ no final.
Eu prefiro ter o sabor do encontro que me disperdiçar em degustações imaginárias. Prefiro morrer pelo meu excesso que pela minha contenção, mas como não vivo em uma ilha vou driblando a regra e fazendo de conta que esse roteiro, que está em minha mente há anos, não pode ser apresentado não.
Ainda me morro com esses filmes nunca rodados.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

DEPURANDO SENTIMENTOS

                                                                                              

Reconhecer no outro a sensibilidade que  ele faz questão de não demonstrar é uma tarefa árdua. Algumas pessoas parecem ter pego uma condução horrorosa para aterrisar no planeta e quando aqui chegam fazem uma questão absurda de permanecerem obtusas... Conheci uma gente assim há algum tempo e prometi a mim mesma que não teceria  comentário algum a respeito dela, mas na madrugada que me abrigou recebi uma mensagem que parecia um pedido de socorro e ,despassarada que sou, pensei que fosse engano... "Nananinaninanão". Era o moço de humor desviado perguntando se eu podia ter um dedo de prosa com ele. Tudo bem- disse eu- quando? Agora - disse ele-. Fiquei estática e completamente sem ação, pois na minha cabeça seria uma prosa pra qualquer dia e não algo repleto de urgência. Respirei fundo e disse: tudo bem.
Pularei o rumo da prosa por conta "di quê" era de um particular comovente. Escreverei, apenas, sobre as imprenções que ficaram, entende?
É incrivél a capacidade que temos de não ver o outro atrás da muralha que ele constrói. Sei que, na maioria das vezes, estamos tão preocupados em nos proteger que o que apresentamos não é defeito é defesa.
Na minha frente tinha um homem com muita raiva e medo. Tamanha responsabilidade a minha . Como dizer pra ele que a vida algumas vezes é reflexo de nossas escolhas, mas que outras vezes é inerente mesmo e que as coisas todas tem seu objetivo e que chega uma hora em que temos que pedir ajuda e abrir mão de nossos preconceitos?
Nunca pensei que fosse tão dolorido assumir a proópria sexualidade em pleno  século xxi...
Fiquei escutando cada palavra, observando cada gesto e pensando:- Por que eu fui a escolhida? Tô ficando nervosa..."
Depois de deixá-lo falar por algum tempo e escutar confidências que darão tempero pra mais de metro de postagem, convidei-o para um café e disse, entre uma passada de manteiga no pão e uma arrumada no pensamento... - Melhora quando a gente fala, vixe? e rimos.
Naquele instante, também eu, percebi que tenho muralhas em mim, que danço quase feliz mas que também tenho medo e raiva por não assumir o quanto é ruim não se ter um amor. Por causas externas o moço/homem/menino em questão engavetará mais um romance não assumido. Não ppoderá experimentar, ainda, um relacionamento. Por causas internas eu não consigo me encantar ou me fazer encantar. Pessoas temem gente de personalidade como a minha... Descobri que tenho medo e raiva também e que ,no fundo, no fundo, o que mais assombrava aqueles dois seres na mesa de café era o fantasma da solidão.
Pelo menos agora temos um ao outro...se precisar de ombro tem o meu... que, certamente, usará o teu no final e de quebra te chamará de anjo. Exatamente como você fez comigo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DIA DA CULTURA

SESI CAMPOS APRESENTA


ADRIANA MEDEIROS EM:





"UM DEDO DE PROSA E UMA ALMA DE POESIAS MUSICAIS"

DATA: 05/11/2011

HORA:18:00H



UM TEXTO REPLETO DE PROSA E POESIA QUE FAZ UM PASSEIO PELO COTIDIANO E REVELA, DE MANEIRA POÉTICA, AS MAIS VARIADAS FORMAS DE RELACIONAMENTO, DE ENCONTROS, DESENCONTROS, BUSCAS E RECOMEÇOS ENTRE AS ALMAS HUMANAS.


TEXTO DE: ADRIANA MEDEIROS E FERNANDA HUNGUENIN

CONCEPÇÃO DE MONTAGEM: ADRIANA MEDEIROS E ALEXANDRE FERRAN

DIREÇÃO: ALEXANDRE FERRAN

IMAGENS: CÂNDIDA CLARET

ILUMINAÇÃO: ALEXANDRE FERRAN

SONOPLASTIA: RENATO ARPOADOR

POEMA: QUEM ÉS TU / JEFFERSON SERPA


terça-feira, 1 de novembro de 2011

PRO MENINO DE 1966

                                                                                                                         

Não podemos negar que há dias em nossa vida que nascem pra nos surpreender. Sinto-me, às vezes, com uma certa distância do mundo real e claro que isso é típico dos artistas.
 Artistas românticos guardam flores dentro de livros e, acreditem, lembram-se de quem as presenteou. Não, você não me deu flores. Você nem atravessou , da maneira que eu planejara, meu caminho. Sempre te olhei de longe , de forma platônica, mas sempre soube que no dia que pudesse, fosse em que órbita fosse, prepararia meu mais sincero sorriso e te roubaria pra mim...- mesmo que fosse uma roubada-.
Assim fiz, que não estou morta nem nada, fiquei te namorando por um tempo parado -quando o tempo parece que não se move-...é bom quando o tempo se transforma em nosso aliado e nos permite viajar.
No meio de uma noite, que fique sabendo, mágica e patrocinada com melodias que me faziam rir só pra você , meu corpo atreviadamente se enroscava ao daquele "menino" que foi o meu eleito, de maneira por demais  despreocupada com os que ali estavam.
O menino que habitou tantas vezes minha cama no passado- em meus sonhos- olhava pra mim de maneira a me fazer tremer... A calma foge da gente e nos deixa impetuosamente mais sensuais. Era quase um balé o que faziam nossos olhos e é claro que vou fantasiando mais e mais... Posso fazer isso, não?
Na realidade já tínhamos nos beijado antes mesmo do primeiro beijo. É fascinante a capacidade que temos de sermos racionais quando o corpo clama o toque e a emoção fica estancada pela razão e a gente finge que não goza... Se permitido fosse, o mundo teria se congelado naquele instante e só nós dançaríamos nas nuvens que enfeitavam a noite sem luar.
Confesso que fui pra cama com teu cheiro, Fui pra cama com teu olhar. Fui pra cama com uma adolescente que me habita a alma e que foi despertada por um menino de 1966... Fui pra cama com a certeza que dá pra voltar no tempo e se encantar outra vez.
Ai, então, corajosamente deixo a vontade vibrar, apesar de um certo medo não justificado, e vou vivendo esse novidadeiro encantamento uma vez mais, já que mais uma vez fui por ele  convidada,  finjo um pouco de resistência, - é de bom tom- mas com a certeza de que será difícil para sempre negá-lo. É que o menino de 1966 fez aniversário de guerra e eu me deixei com ele confrontar...
Afinal no corpo a corpo existe um certo interesse na disputa.
Aguardo as armas que seremos capazes de usar.

Até o próximo rock !

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

DIA D

Fui apresentada a Drummond no colegial - acho que ninguém fala mais assim - e depois disso passei a ler qualquer coisa que me mostrasse aquele eu todo retorcido. Hoje sei o quanto todas as suas poesias ajudaram a construir essa aprendiz de poeta que habita o meu mim.
Agora o Instituto Moreira Sales faz uma homenagem ao poeta maior, ao poeta da pedra no caminho, ao poeta de uma cidade de milhões de habitantes e que sente sozinho.
Feliz aniversário, Carlos! Que a gente comemore com poesias o seu dia...

                                                                       
Por muito tempo achei que a ausência era falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a branca, tão pegada,  aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

domingo, 30 de outubro de 2011

SÁBADO TUDO PODE MUDAR

                                                                                    

Todo mundo espera alguma coisa do sábado à noite. Eu não. Fico em casa camisolenta entre livros, sonhos e futuras decisões.
Ontem foi dia de teatro. Savana Glacial. Texto bastante intrigante e que rendeu uma boa prosa que seguiu até às 4:00h da matina.
Há algum tempo não ficava na rua até tão tarde e, não por acaso, acabei diagnosticando, uma vez mais, o vazio que existe quando estamos no meio de uma multidão. Tudo parece tão repetitivo e as pessoas parecem mais solitárias que nunca. Fiquei boa parte do tempo observando uma gente que se atropela, se repete, se consome... me vi parecida com eles e tive uma vontade enorme de fugir para dentro de mim e senti um grave sintoma de saudades daquele por quem me encantei.
Hoje revi fotos, reli cartas, fiquei naquela ocupação de nostalgia e arrumações para ver o tempo
lentamente passar.
Nada parece muito eficiente e até a escrita está meio desconexa e lenta.Tentei jogar algumas coisas fora ,mas tenho uma tendência nada normal de esticar as coisas até o mais que posso.Faço isso até com pessoas. Vou esticando minhas relações de modo a ficar com alguns entulhos humanos presos a mim.Fico esperando sempre por uma certeza e vou prorrogando , de alguma forma, a companhia delas.
Neste sábado, em especial, decidi fazer uma limpeza e descartar de minha convivência aquela gente que emana energia negativa sobre a gente.
Ainda falta muito, mas esse é um novo começo e só de ter essa disposição já me garante um domingo de reconstrução e de deixar falar mais alto a voz do coração.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

DÁ UM ABRAÇO !!!

Prosear é uma das melhores coisas que há no mundo, não acha?
Ontem proseava com um amigo enquanto arrumava umas gavetas repletas de nostalgias. Em  determinado instante ele me disse que uma das coisas que mais o revigora é o meu jeito de abraçar. Olhei pra ele meio surpresa e perguntei - como assim?- ao que me respondeu:-  inteira, você abraça sem medo, com devoção e eu acabo às vezes sentindo uma agonia porque não tenho vontade de largar...-
Ri daquilo que ele me disse, pois me é tão natural tocar e grudar meu coração no outro que tenho a sensação de que pra todos é assim.
Há pessoas que correspondem tão igual a mim que muitas vezes tenho ímpetos de ligar para elas só pra dizer que preciso ,desesperadamente, me aninhar por segundos em seu abraço.
Existe um amigo em especial que me faz essa troca e é para ele tudo isso que posto agora. É para trocar um abraço mais tarde no Barbearia...é pra poder sentir meu coração batendo no mesmo  compasso com o dele, é pra poder exercitar o afeto e a necessidade de não me tornar um ser frouxo.
Então não vou me dar ao trabalho de escrever muito. Vou apenas me resguardar para o abraço de mais tarde... e que seja com especial gosto de aconchego.

                                                                           

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PRA SEMENTE

Não costumo acreditar muito em bruxas, mas que elas estão soltas...estão. Nunca tive tanta certeza de que a energia emanada pelo outro, quando negativa, te rouba a tranquilidade e te faz ficar encolhida.
Sei que é uma fase, mas eta lelê... tá demorando pra passar.
Estou fazendo muitas coisas juntas e com a minha mania de perfeição acabo tecendo uma espectativa que me suga forças e há também uma gente que te vampiriza tanto que deixa desalhinhado os chácaras todos.
Fiquei pensando, depois que recebi de um amigo, um email/poema, em o porquê de minha necessidade de escrever. Talvez eu faça uso da escrita para tentar me socorrer, talvez por uma timidez que as pessoas nem imaginam que eu tenha ou talvez para tentar me perpetuar e ficar pra semente (rsrrsr).
Já escrevi de um tudo. Escrevi receitas, frases desconexas, cartas de amor, prosa e poesia. Escrevi pra mim e acabei deixando de presente pra você. Escrevi meus amores, dores e orações.
Quando escrevo me declaro, me revelo e me conheço um cadinho mais, mas estou sem repertório, acredita?
Neste instante escrevo porque muito me incomoda uma página em branco. Vou rabiscando sem saber qual resultado terá. Vou me deixando levar pela insônia e pela noite que se esvai silênciosa.Talvez estude mais um pouco meu texto... talvez não faça nada e fique sonhando meus planos futuros.
É preciso mais que coragem para escrever. É preciso não envelhecer a alma. É preciso acreditar que enquanto você chora a natureza te conduz e, como está no email, te revigora.
Envelhecer é a toda hora.

                                                           

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

UM LUXO !!

Estou passando por dias de grande inferno astral... Dias de muitos desenganos..Dias tristes.
Quando estou assim as palavras me fogem. Sabem que não farei bom uso delas e que tudo circulará no mesmo lugar.
Não costumo despejar meus dejetos em qualquer espaço ou coração e nem os lanço sobre pessoas que nada tem com minha desenfreada posição momentânea.
Pensando nisso e , tentando responder aos meus,decidi postar algo que recebi e que esclarece um pouco de minha inclusão em meu interior e minha forçada parada na escrita...
Não te vejo como um depósito e , sendo assim, me calo e penso sorrindo que o meu silêncio é um luxo !

                                                                   

"Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do estacionamento direto na nossa frente.
O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro; foi mesmo por um triz! O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente.
Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.
Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!'
Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo.”
Ele explicou que muitas pessoas são como “caminhões de lixo”. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamentos. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e, às vezes, descarregam sobre a gente.
Nunca tome isso como pessoal. Isso não é problema seu! É dele!
Apenas sorria, acene, deseje-lhe sempre o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa ou nas ruas. Fique tranquilo... respire e deixe o lixeiro passar.
O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. Estamos nesta vida de passagem, não leve lixo com você!
Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que o tratam bem. E trate bem as que não o fazem.
A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!

Hora certa:

Faça parte da familia: