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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PRA MIM, BASTA O ESSENCIAL

                                                                                

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade...

Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial."

                                                                    Mario de Andrade.

INANIÇÃO

Minha escrita está em fase de silêncio. Eu inteira me sinto assim...
Escuto músicas. Faço viagens pouco criativas dentro do meu mim e vou... esperando o tempo passar de maneira humana. Respiro... e é só nesse processo que me sinto viva.

                                                                           

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DIVAS





No dia 14/10 passei por mais uma experiência inesquecível no meu fazer teatral. Interpretar a talentosa e apaixonada Dolores Duran foi uma tarefa prá lá de emocionante, mas também de uma dedicação solitária e hercúlea, pois muitos foram os problemas para nos tornar difícieis os ensaios.
Quero aproveitar a existencia desse meu espaço para agradecer a presença de cada pessoa que tornou possível a apresentação.
Costumo dizer que o palco não existe sem a platéia  e que a arte não sobrevive sem os dois. Dessa forma agradeço a cada pessoa que lá esteve e que me presenteou com aplausos, carinho e os mais ternos olhares (com algumas excessões, claro).
Espero que na  próxima apresentação encontre cada um de vocês na platéia para aplaudir a Divina Elizeth Cardoso na pele de Eliana Carneiro no dia 11/11 às 20:00h no Espaço Plural do SESC...
Conto com sua presença.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

É POSSÍVEL RIR DELA

Recebi de uma amiga a charge que publico aqui. Nem entendi direito de quem se trata, mas como achei muito interessante pensei em dar um pouco de alegria a vocês nesta segunda tão cinza e que nem por nada eu conseguiria colorir de azul-avatar.

                                                                    

SER CHIQUE

                                                             Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos
dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo
carro
Italiano.O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.


Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuaçõe inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico...
quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão,
intolerância, ateísmo...falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo,
vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar
e não
aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas,
chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios...
mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

DOAÇÃO

Estou numa semana de maluco. Tudo está fora do lugar, literalmente. Minha casa está em obra e a zorra é total quando fazemos isso habitando o espaço que deveria estar vazio. Socorrrroooo !! Não encontro nada e quando estou assim acabo me perdendo de mim também.
Não tenho encontrado motivo para escrever. Estou meio "mulundum" e preocupada, mas recebi de uma amiga um vídeo que fêz com que eu repensasse algumas questões que a muito já cairam por terra. Ao ver as cenas e ,principalmente, ao ouvir o discurso desse "anjo" me emocionei e chorei. Fiquei comovida com a atitude daquela mulher que ,cheia do Espírito Santo, deu seu coração aos dois pequenos orfãos da guerra e os transformou, ao longo da vida, em seres pra lá de especiais.
Sou espírita e tenho conhecimento da minha responsabilidade por ter encarnado com talento artístico. Sei que a vaidade é um intrumento que nos norteia e por isso devemos sempre prestar atenção para que ela não nos afogue na lama do autoritarismo e da desilusão.
De quantas coisas essa mulher teve que abrir mão... por quantas ações desumunas teve ela que passar e o quanto desprendida é esse ser que acreditou naquilo que realmente é o amor...doação. Só quem exercita esse sentimento, só quem se fortalece no carinho do outro que, repito, é o retorno do teu sentimento, pois o amor é cíclico, poderia ser a heroína que é essa mãe. E só dessa forma é que ela poderia ter criado Emannuel...o ser cantante e  de muita luz.  

                                                                             

                                                                       

sábado, 8 de outubro de 2011

NUNSEICADIQUÊ

                                                                              
Não consegui escrever quase nada nesta semana. De todas as minhas viradas de folhinha essa foi a mais esquisita (sinal de velhice??). Dizem que conhecemos as pessoas quando damos poder a elas...pode ser, mas as conhecemos também quando há dinheiro envolvido no contexto.
Tive, esta semana, uma nada grata conversa com um ser que se julga sadio, humano, desprendido e muito justo, que se diz profissional, mas não discute, no olho, as particularidades que a vida nos impõe.
A conversa é a seguinte: há alguns meses postei aqui algo sobre pessoas que estão sempre se prevalecendo de determinada condição. Falei de uma gente que ao terminar uma frase diz - tadinha dela, gente- desconfio e muito de tipinho assim, mas vou tentando me aprumar na convivência. Tento, juro que tento, mas chega uma hora que a casa cai e eu chamo pra uma troca franca, chamo pra um acerto de almas pra tentar socorrer alguma coisa. geralmente não dá certo, geralmente o outro se coloca como vítima e certamente...me irrita.
Esse tipo de gente tem o discurso da experiência e se julga , embora mais jovem, mais experiente que você. Chama de profissionalismo sucatear o trabalho do outro com o discurso de ser produtor cultural! Balela! É uma gente que tira proveito de tudo, mas a gente só consegue ver isso quando as máscaras caem. Que tipo de gente profissíonal abandona o navio na hora que as dificuldades aparecem? Continuo afirmando que essa gente é um blefe e eu tenho uma "sorte" danada de me esbarrar nelas.
Esse tipo de gente em geral é muito debochada, pois essa é uma arma usada por elas pra se defender.
De todas as coisa que podem surgir de uma relação assim é quando o outro começa a dissecar tua alma e começa a dizer que você se faz de simpática para agradar, que tenta vender uma imagem daquilo que não é ... Que m&rd@ que é morar em uma cidade onde ter personalidade é uma acinte!
Bem.. não vou gastar meu tempo postando mais que isso. Não falarei mais nada a respeito dessa cena desfocada, mas devo e tenho que escrever que cada dia tenho mais carinho aos meus. Cada dia que passa me agrego mais no meu ninho familiar, cada vez mais vou me despindo das coisas irreais e cada dia mais redescubro em mim aquilo que falta em você, mas não desisto...nunca, afinal, somos ou não seres especiais diante do criador?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

MEU DIA !!

Meu maior medo sempre foi o de não me encontrar em paz. Meu maior e grande rival sempre foi o tempo pela sua pressa e certeza de passar.O passamento do meu tempo virou mais 365 dias na folhinha e quem me avisou foi um amigo que se disse temeroso de que eu me esquecesse mais uma vez.
Não tenho problema com a data do meu aniversário, disse a ele.Não tenho mesmo, mas sinto falta de alguns amigos que não estão mais por aqui e que me faziam as mais malucas declarações nesse meu dia. Voltando ao assunto...Conversamos por mais ou menos 1 hora. Falamos de sonhos, vida, amores e viagens. Decidimos que temos que nos dar um presente no próximo ano e conhecer, de mochila, alguns países do velho mundo... Sonhos. Fazemos isso sempre e nos rimos e nos lembramos que sou uma pessoa iluminada e que alguns minutos antes terminara a data de festas de aniversário de Allan Kardec e que hoje comemora-se o dia de aniversário do meu "Chiquinho" o de Assis que eu admiro tanto.
Fui dormir e antes agradeci ao Papai do Céu por me oportunizar tantas coisas. Agradeci por saber amar e dividir, por exercitar a paciência, pela minha família e até pelos meus platônicos amores. Digo sempre que Deus conversa comigo e é verdade. Conversei e ri de mim que sou sua criação tão crédula e falha. Hoje , na madrugada, enquanto falava com ele, ele me apontava as cores que tem dentro das cores e me dizia que estou perdendo o coração de ver... confesso que não entendi. Pela manhã, com um dia cinza e chuvoso, janela aberta e encolhidinho no canto da sala (meu quarto está em obra) um passarinho se aninhava. Parei sorrindo mirando aquela cena que me deixou paralisada..."Olhos de ver" , me lembrei e tive pena, mas percebi que era um prenúncio de vida dentro da vida. Era a renovação do meu olhar com coração. Era algum  tipo de presente de Chiquinho para mim. Percebi que só havia uma coisa a ser feita que era colocá-lo para fora e permití-lo voar, já que a chuva era fininha. Fiquei olhando aquele ser tão pequeno, sozinho, voando numa imensidão sem fim... e chorei agradecendo por mais um ano em que , certamente, recebi exatamente o que fiz por merecer... Agora é construir e fazer manutenção...Contruir e fazer manutenção.
Lebrei-me de como terminamos a nossa conversa e deixo as últimas frases para você.

" Mas enquanto estou viva
  E cheia de graça,
talvez ainda faça.... 
  Um monte de gente feliz !!!"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DIVAS / DALVA DE OLIVEIRA POR DANIELI NUNES



                                                         

Nesta sexta-feira dia 30/09 , às 20:00h, no SESC / Campos, o Projeto Divas estará homenageando aquela que foi a Rainha do Rádio, Dalva de Oliveira. Para a performance estará presente na formação da banda: Sebastião Floriano, Marcelo Silva e Robinho Baqueta que acompanharão Danieli Nunes interpretando as canções do Rouxinol do Brasil.
A vida de Dalva poderia ser um desses folhetins baratos, daqueles que se folheiam e depois são atirados na lata de lixo mais próxima. Qual o quê! É um romanceiro, piegas às vezes, mas quase sempre denso, e nunca monótono.
Nasceu Vicentina Paula de Oliveira, nome banal para quem iria fazer o Brasil inteiro atirar-se a seus pés, com sua voz filetada a ouro, estilhaçadora de cristais, predestinada a cantar sob uma eterna luz de um abajur lilás.
Poucas cantoras atingiram uma escala de empatia com o público como Dalva. Com a bebida pontuando sua vida, ela fez-se refletir no espelho das canções que, de alguma forma, rasuravam suas desditas. Mas sempre reverenciando seu público, as mãos cruzadas sobre o peito, num discurso sincero: "É como sempre digo, eu não tenho fans, tenho amigos. Obrigada". Rica às vezes, infeliz quase sempre, andando de ônibus no final da vida - ela se autobiografa modestamente em seu folhetim, ocultando ter sido quem realmente foi: não somente Rainha, mas Porta-Voz de todos aqueles que ficaram à margem da vida.
Vida que ela a deixou às 17:15 horas de um 31 de agosto de 1972, espalhando um rastro de luz e um fio de voz que, até hoje, se esparrama qual um prisma luminoso sobre todas as vozes que, de alguma forma, foram embevedar-se em seu coração.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DE NOVO !!

Estava terminando um texto ,que parece não ter fim, quando começa a piscar um nome na janela que existe no email do yahoo. Era um amigo que me faz surpresas ótimas com o que é novidadeiro. Me pergunta se assisti ao Fantástico na noite anterior e eu respondo que não. Perdeu, me disse ele. A Marisa arrasou no clipe e devo dizer que a poesia dela me fêz lembrar de um email que me mandou dias desses, fala de solidão e de encontro... Tão confessional como o que você escreve.
Não perdi tempo e fui correndo procurar. Linda a canção. Lindo o clipe! Sóbrio e delicado ,como a maioria das coisas que ela faz. Os versos da canção me fizeram lembrar também do que escrevi...
" Acostumada a solidão das minhas horas
  Distraida, nem vi você chegar
  Meus orgãos em desajuste
  Meus pulmões sem ar...
  Sua chegada no meu olhar
  Mudou minha rotina
  E sair da solidão foi como
  Me reencontrar"

                                                       

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