terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
COMEMORANDO A VIDA
Estive em Atafona no fim de semana passado. Acho que já manifestei diversas vezes a minha paixão por esse lugar. Atafona continua quase que a mesma não fosse a fúria do rio que,definitivamente, decidiu que nesse verão não poderei bebericar minha cervejinha em frente ao bar de Neivaldo no Pontal.
A água está quase dentro do bar,o que acabou arrastando uma gente diferente e curiosa para lá. Que pena, gostava quando parecia um lugar só meu, sem muitos espectadores de difentes olhares, mas fazer o que, né?
Bem voltando ao início do que foi meu fim de semana, entre outras coisas, teve a casa de Lulu, viola na casa de Lulu é diferente de qualquer coisa que possa existir no mundo. Viola com Lula, bandolim com Faico e flauta transversa com Lulu e mais outros violões tocados por quem não sei o nome e mais um monte de energia boa, é de matar. Tive momentos de tamanha ternura e afetividade que queria poder segurar o dia que teimava em nascer só pra acabar coma a magia daquele instante.
Tive uma visão tão generosa da vida. Descobri que muito me agrado com minhas escolhas e que alguns acontecimentos fazem a diferença. Mantenho em Atafona um caráter desestressado e a palavra solidão é banida de meu repertório até quando estou só. Não há solidão quando nos bastamos, quando nos amamos, quando sabemos que fazemos parte da não escolha do outro. Não pode haver desistência de se entregar ao tempo, de se fazer importante e essencial como a noite, madrugada e comecinho da manhã de domingo.
O que tinha naquela de noite de mais especial eram as gerações que se misturam numa mesma varanda para curtir o mesmo som, saborear o mesmo vinho e descobrir que a arte não é só para nos distrair nos instantes de folga. Arte é para comemorar a vida !
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
DE VOLTA
Depois de um longo e sagrado retiro- dentro e fora de mim mesma- estou ensaiando para retomar minhas divagações lexicais.
Tenho muitas, muitas, muitas histórias para contar, mas terá que ser feito dentro do meu tempo que ficou ainda mais maluco depois que voltei de Trindade. Trindade é um paraíso bem pertinho de Paraty onde o sol e o céu possuem um aspécto diferente e mágico, um lugar pra se deixar ficar, um lugar pre se apaixonar por si mesmo, um lugar para se religar e escrever, e fazer trilha ,e fazer nada que é um exercício prazeroso por demais quando se está num lugar como aquele. Lá, Deus apareceu para mim sem marcar um tempo, sem questionamento, sem especulações. Deus tornou o meu barato de me reconciliar comigo possível, me fez chorar de emoção, sozinha, no meio do nada que era tudo e me enviou poesias novas de forma inesperada e que estão ainda rondando em minha mente.
Lá estava Deus ,de frente para mim, no mar... nas trilhas, na chuva, na música de um Pub noturno, nos bons papos com Negão e Nanda.
Nesse passeio acabei descobrindo, mais uma vez, que a forma mais criativa de gastar o tempo livre é ficar livre para descobrir outros lugares e ficar tão relaxado como se estivesse o dia todo dentro de um ofurô (delícia!!).
Há tempos não me sentia tão feliz, tão aliviada, tão segura, tão eu e leve.
Você deve estar se perguntando o porquê disso tudo e a resposta é simples, muito simples...por nada, ou melhor, por isso tudo.
Tenho muitas, muitas, muitas histórias para contar, mas terá que ser feito dentro do meu tempo que ficou ainda mais maluco depois que voltei de Trindade. Trindade é um paraíso bem pertinho de Paraty onde o sol e o céu possuem um aspécto diferente e mágico, um lugar pra se deixar ficar, um lugar pre se apaixonar por si mesmo, um lugar para se religar e escrever, e fazer trilha ,e fazer nada que é um exercício prazeroso por demais quando se está num lugar como aquele. Lá, Deus apareceu para mim sem marcar um tempo, sem questionamento, sem especulações. Deus tornou o meu barato de me reconciliar comigo possível, me fez chorar de emoção, sozinha, no meio do nada que era tudo e me enviou poesias novas de forma inesperada e que estão ainda rondando em minha mente.
Lá estava Deus ,de frente para mim, no mar... nas trilhas, na chuva, na música de um Pub noturno, nos bons papos com Negão e Nanda.
Nesse passeio acabei descobrindo, mais uma vez, que a forma mais criativa de gastar o tempo livre é ficar livre para descobrir outros lugares e ficar tão relaxado como se estivesse o dia todo dentro de um ofurô (delícia!!).
Há tempos não me sentia tão feliz, tão aliviada, tão segura, tão eu e leve.
Você deve estar se perguntando o porquê disso tudo e a resposta é simples, muito simples...por nada, ou melhor, por isso tudo.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
EU GOSTO É DE MULHER.
Passei o dia camisolenta, totalmente camisolenta, no mais revelador que esta palavra pode ser. Sigo coselhos de um jovem doutor, mas devo confessar que amanhã não coseguirei ficar assim tão inerte, afinal também tenho amigos para brindar nessa virada de ano e tentar fazê-los entender que não faço planos porque vivo um dia após o outro e não planejo nem vida, nem o que provavelmente virá depois dela. Meu compromisso é com o tempo que respiro e enquanto faço isso labuto, abraço, respeito, divido, educo (ou pelo menos tento) o meu filho e os filhos dos outros e de quebra entre um gole e outro vou tecendo alguns sonhos, sem muitas espectativas para não frustrar e, como diria o " Pessoa", usando as pedras que me jogam... pra construir meu castelo... Mas que porra é essa ??? Que postagem tem um título e começa assim? Calma, muita calma. É o seguinte: quando criei o blog, não me preocupei em ter que "alimentá-lo" diariamente, pois na maioria das vezes, acho tão extremamente pessoal o que escrevo que acabo guardando pra mim, outras vezes é uma bosta mesmo. Descobri, no entanto, que há uma gente que anda me cobrando umas poucas palavras e eu estou com um monte delas dançando em minha mente, mas sem muita paciência de sentar e escrever,porém num repente comecei a perceber que eu, terráquea que sou, comecei a esquecer um monte delas- obóvio- rsrrs!
Na minha mente vinha o porquê de determinadas coisas, entretanto as almas das coisas começaram a perder-se. Não tive outro jeito se não escrever o que lembro que seria minha postagem de uns vinte dias atrás.
Você também deve estar curioso, não? Fico pensando em quantas pessoas acessaram o blog por causa do título...
Começo essa postagem agora. Começo contando como se deu início o sábado que me levou até essa conclusão (o título).
Fui despertada às 08:00h e, acreditem, havia conseguido dormir por volta das 04:00,completamente envolvida em uma leitura excepcional do livro "Materialização do Amor" que narra a vida de Peixotinho. Fui despertada por ninguém mais que uma das pessoas que muito o conheceu..
Atendi o telefone meio tonta e do outro lado da linha ela exclama - Bom dia, minha linda! Passou a noite bem?- No meu humor que não decansa, respondo - Seu pai deixou muito não, mas que posso eu fazer, né?- Ela sorri e diz- vou logo ao assunto pra poder agilizar...estou com uns cabeludos lindos e enormes aqui no portão, quer comer?- Eu logo perguntei- Enormes mesmo??- Ela doida do outro lado- São lindos!!- Respondo depois da exclamação da moça - Então pode pegar!- Aí veio o que eu estava esperando- Eu mato e você limpa, certo?- eu cantarolo do outro lado- Lerê,lerê,lerê...vida de negro é difícil...- Rimos e desligamos para acelerar o encontro.
Fiz o que tinha que ser feito e rumei para o território da Lapa. No caminho, recriando os mesmos passos que fiz durante anos aos sábados e domingos, meus olhos marearam e na minha memória veio a minha mais que amada Laís e suas histórias, vieram também sua inteligência e aquela inconfundível risada gorda. Tinhámos uma cumplicidade ímpar, coisa que foi estendida às outras "Peixotinhas". Eu me sentia a filha preta da família e, em muitas dessas tardes nos reuníamos todas e mais outras para uma cerveja gelada,camarões, rabos (rabada) e língua (com batata ou quiabo).
Éramos, na maioria das vezes, apenas nós, mulheres, rindo de nós mesmas, nos expondo, contando segredos para um grupo, nos observando,nos conhecendo, fazendo o nosso "bate- bola" feminino, falando de filhos, ilusões,passado, presente e tecendo esperanças pro minuto seguinte...
Sei que estou delirando, mas levando em consideração que não posto nada há tempos... relaxa.
Voltando ao sábado dos cabeludos, enquanto eu os limpava conversávamos, eu e minha amiga, e ela veio com uma tese bastante plausível de que HOMEM GOSTA É DE HOMEM.
Sim, eles se bastam,se respeitam, têm uma felicidade única quando juntos, montam um clube só para eles e, podem até casar, ter filhos, mas o sagrado domingo tem liturgia no botequim e sabe com quem??? com os amigos. Eles adoram peitos, mas amiga do peito eles não têm...Tem amigo do peito, saca? Já reparou que entre um cinema com a namorada ou um jogo pela Skay com amigos eles preferem os amigos? Eles dizem que é o jogo,mas não é não. HOMEM GOSTA DE HOMEM.
Eles, entre eles, são leais (exceto os levianos) são mais legais, mais livres e quando querem exibir seu lado machista fazem com moderação.
Repare bem...é sexta à noite. Ele sabe que a rapaziada irá apara um quiosque " molhar a palavra", mas você quer um vinho, música suave e cumplicidade, e aí? E aí que a mulher tem que ter sensibilidade o suficiente pra saber que sua noite será uma merda, pois ele estará com a cabeça nos amigos. Então, meu bem, nem pense em fazer pirraça, diga sabiamente que você abrirá uma garrafa de vinho em casa mesmo e que outro dia vocês saem. A cara do infeliz é de tamanha felicidade que ele, com me do de uma mudança repentina de opinião, sai correndo como um menino que ganhou sua primeira bicicleta, ou mais, como o adolescente que , na mão, experimentou sua primeira gozada... "Pelamordedeus!!" HOMEM GOSTA É DE HOMEM, desde de meninos.
Ficamos tentando compreender o fato de termos demorado tanto tempo para entender isso. Tanto tempo para entender que competíamos enquanto eles se adoravam e, entre um tempero e outro para os cabeludos caranguejos, sal, óregano,quentro e tantas outras cositas mais, falamos sobre a "Suplicante" de Camille Claudel, escutamos Beethoven, Vivaldi e lemos um pouco de poesia, artigos, fiizemos confissões a respeito de nossos filhos,choramos, rimos e até sobre as novas regras da gramática discutimos. Enfim, com qual homem teria, eu, uma tarde assim? Qual homem entederia as opções erradas que fazemos, as frases de efeito que usamos, a força que temos, as loucuras que cometemos quando apaixonadas por eles e o tanto de fé e perdão que cultuamos?
Como tudo termina em cama, terminamos com as pernas para cima zapeando canais de cultura na tv e fazendo comentários sobre o que viámos.
Hora de voltar para casa e quando desci do carro, na porta do super mercado, olhei para ela e disse- Eu gosto é de mulher, da mesma maneira que homem gosta de homem. Gosto da cumplicidade sem competitividade. Gosto da amizade, do papo regado a cerveja, da verdade (tão rara).
Gosto de quando não amamos as ideias, opiniões, cultura, gosto, pois isso é consequência e não a causa de estarmos juntas. Gosto de me sentir assim...livre como quem sabe que tem um mundo para voar, mas que sabe que é bem melhor em boa companhia.
Tomara que em breve um homem goste mim como se eu fosse outro. Com trasnparência, amizade e muita, muita cumplicidade.
Na minha mente vinha o porquê de determinadas coisas, entretanto as almas das coisas começaram a perder-se. Não tive outro jeito se não escrever o que lembro que seria minha postagem de uns vinte dias atrás.
Você também deve estar curioso, não? Fico pensando em quantas pessoas acessaram o blog por causa do título...
Começo essa postagem agora. Começo contando como se deu início o sábado que me levou até essa conclusão (o título).
Fui despertada às 08:00h e, acreditem, havia conseguido dormir por volta das 04:00,completamente envolvida em uma leitura excepcional do livro "Materialização do Amor" que narra a vida de Peixotinho. Fui despertada por ninguém mais que uma das pessoas que muito o conheceu..
Atendi o telefone meio tonta e do outro lado da linha ela exclama - Bom dia, minha linda! Passou a noite bem?- No meu humor que não decansa, respondo - Seu pai deixou muito não, mas que posso eu fazer, né?- Ela sorri e diz- vou logo ao assunto pra poder agilizar...estou com uns cabeludos lindos e enormes aqui no portão, quer comer?- Eu logo perguntei- Enormes mesmo??- Ela doida do outro lado- São lindos!!- Respondo depois da exclamação da moça - Então pode pegar!- Aí veio o que eu estava esperando- Eu mato e você limpa, certo?- eu cantarolo do outro lado- Lerê,lerê,lerê...vida de negro é difícil...- Rimos e desligamos para acelerar o encontro.
Fiz o que tinha que ser feito e rumei para o território da Lapa. No caminho, recriando os mesmos passos que fiz durante anos aos sábados e domingos, meus olhos marearam e na minha memória veio a minha mais que amada Laís e suas histórias, vieram também sua inteligência e aquela inconfundível risada gorda. Tinhámos uma cumplicidade ímpar, coisa que foi estendida às outras "Peixotinhas". Eu me sentia a filha preta da família e, em muitas dessas tardes nos reuníamos todas e mais outras para uma cerveja gelada,camarões, rabos (rabada) e língua (com batata ou quiabo).
Éramos, na maioria das vezes, apenas nós, mulheres, rindo de nós mesmas, nos expondo, contando segredos para um grupo, nos observando,nos conhecendo, fazendo o nosso "bate- bola" feminino, falando de filhos, ilusões,passado, presente e tecendo esperanças pro minuto seguinte...
Sei que estou delirando, mas levando em consideração que não posto nada há tempos... relaxa.
Voltando ao sábado dos cabeludos, enquanto eu os limpava conversávamos, eu e minha amiga, e ela veio com uma tese bastante plausível de que HOMEM GOSTA É DE HOMEM.
Sim, eles se bastam,se respeitam, têm uma felicidade única quando juntos, montam um clube só para eles e, podem até casar, ter filhos, mas o sagrado domingo tem liturgia no botequim e sabe com quem??? com os amigos. Eles adoram peitos, mas amiga do peito eles não têm...Tem amigo do peito, saca? Já reparou que entre um cinema com a namorada ou um jogo pela Skay com amigos eles preferem os amigos? Eles dizem que é o jogo,mas não é não. HOMEM GOSTA DE HOMEM.
Eles, entre eles, são leais (exceto os levianos) são mais legais, mais livres e quando querem exibir seu lado machista fazem com moderação.
Repare bem...é sexta à noite. Ele sabe que a rapaziada irá apara um quiosque " molhar a palavra", mas você quer um vinho, música suave e cumplicidade, e aí? E aí que a mulher tem que ter sensibilidade o suficiente pra saber que sua noite será uma merda, pois ele estará com a cabeça nos amigos. Então, meu bem, nem pense em fazer pirraça, diga sabiamente que você abrirá uma garrafa de vinho em casa mesmo e que outro dia vocês saem. A cara do infeliz é de tamanha felicidade que ele, com me do de uma mudança repentina de opinião, sai correndo como um menino que ganhou sua primeira bicicleta, ou mais, como o adolescente que , na mão, experimentou sua primeira gozada... "Pelamordedeus!!" HOMEM GOSTA É DE HOMEM, desde de meninos.
Ficamos tentando compreender o fato de termos demorado tanto tempo para entender isso. Tanto tempo para entender que competíamos enquanto eles se adoravam e, entre um tempero e outro para os cabeludos caranguejos, sal, óregano,quentro e tantas outras cositas mais, falamos sobre a "Suplicante" de Camille Claudel, escutamos Beethoven, Vivaldi e lemos um pouco de poesia, artigos, fiizemos confissões a respeito de nossos filhos,choramos, rimos e até sobre as novas regras da gramática discutimos. Enfim, com qual homem teria, eu, uma tarde assim? Qual homem entederia as opções erradas que fazemos, as frases de efeito que usamos, a força que temos, as loucuras que cometemos quando apaixonadas por eles e o tanto de fé e perdão que cultuamos?
Como tudo termina em cama, terminamos com as pernas para cima zapeando canais de cultura na tv e fazendo comentários sobre o que viámos.
Hora de voltar para casa e quando desci do carro, na porta do super mercado, olhei para ela e disse- Eu gosto é de mulher, da mesma maneira que homem gosta de homem. Gosto da cumplicidade sem competitividade. Gosto da amizade, do papo regado a cerveja, da verdade (tão rara).
Gosto de quando não amamos as ideias, opiniões, cultura, gosto, pois isso é consequência e não a causa de estarmos juntas. Gosto de me sentir assim...livre como quem sabe que tem um mundo para voar, mas que sabe que é bem melhor em boa companhia.
Tomara que em breve um homem goste mim como se eu fosse outro. Com trasnparência, amizade e muita, muita cumplicidade.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Para os meninos do Rock, Léo Rossi e Romualdo Braga.
Ontem, depois de me emocionar deveras e de uma vez mais tentar entender a diferença que existe entre as pessoas, tive mais uma crise -corriqueira- de insônia. Li, reli alguns artigos para um futuro trabalho, discuti comigo e, cansada de tantos pensamentos dispersos, liguei a televisão e lá estava uma matéria sobre contraventores e o que fora descoberto em suas casas. As quantias me deixaram abismada, pois sou de uma época em que bilhões, trilhões era algo só existente no céu, ou seja, eram números relacionados a contagem de estrelas onde certamente descansavam meu vô, minha vó e mais algumas gentes de idade... Meus amigos, ainda, não viravam estrelas e eu até nem entendia direito o revezamento da humanidade, esse jogo que deixa tanta gente no banco reserva e algumas outras gentes em pleno desenvolvimento de campo. Não serei prolixa. Estou falando de dois jogadores que ontem marcaram um gol inesquecível para dezenas de crianças. Estou falndo sobre quem, sem saber, modificou o Natal de uma gente miúda e colocou em seus rostinhos uma felicidade tão absoluta que contagia e emociona até aquele mais insensível ser .Estou falando de quem disponibilizou seu tempo pra conhecer uma casa que já funciona há tempos levando um pouco de afeto, acolhimento, fé e esperança a uma gente que , com as porradas da vida, acabou perdendo um pouco de tudo isso.
Ontem, depois que eles sairam, começou o que chamo de momento de introspecção. É impossível não se encolher, não se emocionar, não perceber o quanto a gente faz com um pequeno gesto. Impossível também não chorar e não perceber o quanto temos "um tudo", como diria minha vó. Impossível não agradecer imensamente a cada um que levou um, dois ou mais brinquedos e que, com isso, tornou mais leve um dia que poderia, e não foi igual , aos tantos que eles vivem durante o ano.
Obrigada, meninos! Graças a atitude de vocês podemos, nós do grupo, cumprir mais uma missão...Enfeitar com estrelas os olhos de uma gente que veio ao mundo para brilhar como vocês.
Beijo meu !
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
EU SINTO, E VOCÊ?
Tantas são as personagens que rondam minha mente criativa que fico sem saber com qual delas estou familiarizada neste momento.
Não sou Captu, mas carrego esses meus olhos de ressaca. Esses olhos de quem muito bebeu da vida e que se prepara para uma nova temporada dentro desse meu deserto que me leva a mirar, ao longe, cada vez mais, o teu perdido olhar escondido na aba de um chapéu. Carrego esses olhos que, às vezes, absortos vão tragando do tempo a essência e, entre uma queda e outra, depois da noite insône, confessa que a dor que dói e reverbera é de saudade. Saudade de ontem, saudade do que surpreende, saudade do que se mostra sensível e que deve-se se manter distante- para o bem de todos- saudade límpida e adolescente..saudade que alimenta e encanta.
Sei que carrego, também, esses olhos de cigana oblíqua e dissimulada, que não quer enfeitiçar ninguém, mas que perece daquela troca de olhar. Um olhar que cura o porre da vida com troca, com descanso , com alguma possibilidade. Um olhar que esclareça o porquê dessa minha ressaca no olhar que se faz tão mar ao anoitecer e se deixa marejar pela falta do teu.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
PENSANDO...
De uns dias pra cá tenho me enfeitado de maneira diferente. Tenho procurado dentro de mim um outro tipo de gente que não se pareça tanto comigo e que viva deslumbrada com o que cria. A verdade é que sou uma gente que não se permitiu sentir inveja. Inveja é um sentimento doentio e tirano, mas... tenho andado com uma inveja danada dos amantes. Fico namorando os casais que passam por mim de mãos dadas, com olhos que cumprem promessas e um andar de confiança que meu Deus do céu...dana a doer em mim.
Acho que o nome é carência, ou não. De verdade, na verdade mesmo, nunca me dei atenção nesse aspécto. Acho que solidão é estado de espírito e quase nunca me sinto assim, mas de uns dias pra cá... a coisa parece ter perdido a cor, eu pareço que perdi meu resto de inocência e meu olhar parou pra me ver passar. Talvez seja essa estrada construída para o final de ano. As promessas repetidas, as ilusões transitadas, as necessidades recolhidas durante todo um ano onde repetimos"não tenho tempo pra nada". Será que perdi teu olhar? Será que um instante mágico foi deixado pra depois e eu o perdi?
Hoje senti inveja da atendente do consultório. Ela falava ao telefone com alguém que lhe deu uma noite daquelas que a gente fica lânguida por séculos, sabe? Como se viver não fosse nem mais vital, pois a energia é a troca com o outro.Impressionante é que suas palavras tinham um tom aveludado de paixão e sexo que me fez criar uma história linda bem no meu dentro de mim e eu percebi que tenho preguiça de sofrer, mas isso também faz parte da respiração. Percebi que lá no meu dentro eu queria poder ter vivido aquilo que ela descrevia ,sem pudor, e que era lindo.
Há coisas que não acontecem quando se é ímpar. Há coisas que imploram por um par. Há coisas que não aconteceram pra acontecer e há outras que precisamos conquistar. Preciso ensaiar mais um olhar que demonstre o que quero, penso e sinto. Preciso afinar mais a fala e estreitar meus gestos. Preciso frequentar outras paragens, preciso me reapaixonar por mim pra que você me veja como sou. Inteira.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
METÁ METÁ
Ontem foi noite de insônia. Mulherzinha pra me enlouquecer essa! Trouxe como companhia alguns versos que , confesso, me expõem demais. Li , reli, me emocionei , baixei músicas... chorei. Gosto de pesquisar e acabei lembrando de uma cantora que me foi apresentada e encontrei um CD novo dela.
De presente fica pra você uma música que tem um arranjo pra lá de perfeito e uma poesia que gostaria de ter escrito.
PAPEL SULFITE
De presente fica pra você uma música que tem um arranjo pra lá de perfeito e uma poesia que gostaria de ter escrito.
PAPEL SULFITE
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
E SE ISSO FOR ALGUM DEFEITO, POR MIM, TUDO BEM.
Faço coisas que, às vezes, me deixam rindo sozinha. Sou meio despassarada , mas incapaz de não dar ombro, colo, carinho pra quem fica como cachorrinho pedinte abanando o rabo pra mim. Sei que preciso pedir desculpas aos meus mais queridos amigos que me emprestam seus espaços de tempo, mas ontem... ontem foi um dia de muitas indagações, ensaio de porre (ele não chegou a vigorar) e risos de minha criança que chorou- e muito- diante de algumas revelações.
Descobri ontem, enquanto chorava, que há muitos ensinamentos dispersos no mar de minha mocidade. Descobri também que tenho medo de me navegar, pois sou correnteza demais. Descobri que o tempo se encarrega de nos trazer e levar para esse mar de descobertas e, que no meu mais interior há resquícios do que nunca fui e que amadureci , mas não me permiti endurecer. Descobri que tudo em você independe do que quero e que quando sou deixada de lado imediatamente um dispositivo dentro de mim é ativado, e eu tenho a tendência de repudiar o outro por tempo indeterminado. Descobri que a gente tinha a capacidade de achar, quando criança, que padre não peca, que espírita é um ser de retidão e que amar é para sempre. Não nos ensinam , na infância , que pra sempre é sempre por um triz. Descobri que minha vida é tão preciosa que nada me mantém ,por tanto tempo, infeliz.
Por fim, descobri, enquanto ria, que nada de tão tolo pode nos fazer perder o ar, que nas pequenas emoções estão os mais eternos instantes e que a minha criança interior não se envergonha de ainda ser e me carrega pelas mãos para brincar nesse parque de diversões que é a vida.
Obrigada aos que gozam dessa roda gigante comigo!!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
AMANTES
Agora sou nada
Nem atrevida
Nem bizarra
Sou um anuncio no
Jornal da praça
"Procurada" como caça.
Agora ainda espero tudo.
Depois do gozo
A luz nos leva ao escuro
Amantes dormem juntos - em sonho-
E acenam pro instante presente
Sabem , em silêncio,
Que não há futuro...
E que o próximo encontro
Poderá ter um ausente.
das preta
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
VIVER É PRA QUEM NASCE E SE SURPREENDE COM ISSO TODOS OS DIAS
A melhor coisa da vida, depois do encontro, é o reencontro. Gosto de reencontrar pessoas, de ouvir o que elas têm pra me mostrar, de me encantar com elas e de , no dia seguinte, poder tirar proveito de algo que tenha ficado em mim.
Pessoas são, às vezes, meio evasivas, se colocam em postura de superioridade, mas na hora da cólica, o destino é o mesmo.
Devaneios meus de impressões do fim de semana. Serei breve para narrar o que vi, senti e vivi.
Fui ao teatro e assisti ao espetáculo "Juventude Interrompida". O que falar do que foi apresentado naquele palco? Simplismente DIVINO! Mais que um exercício, uma direção irretocável,uns atores conscientes e desprovidos de qualquer preconceito. Atores de verdade, cheios de cumplicidade e de precisão. Sabiam o que estavam fazendo e faziam com tanta naturalidade e maestria que Romeu era Romeu e Julieta Julieta independente do sexo dos atores, pois em cena quatro rapazes interpretando Shakespeare de forma tão inusitada e transparente que minha alma toda ficou em estado de levitação e não pude resistir a uma esticada para tentar ver um olhar...
Te ver era uma coisa muito desejada. Não consigo frear meus desejos. Tenho uma sede imensa de tudo e me sinto carente de abraços e transições. Vim ao mundo para viver e ser feliz, mas não me imponho essa felicidade de comerciais de televisão. Minha necessidade é mais interna. Meu carro do ano é teu olhar, minha casa em Búzios é um abraço teu que aquece minha pele e arrepia todo meu interior.
Gosto de saber que a vida é uma surpresa e que isso me faz entendê-la melhor. Sou artista e náufraga de mim. Sou poeta e espiã. Sou boêmia e apaixonada por botecos e espero um clássico de rock no fim da noite pra saber que os embalos de sábado continuam e que continuo "carregando carências que só um noturno de Chopin pode aquietar.
Algumas coisas, em mim, só são amparadas pelo sorriso de quem, por agora, me seduz e tenho que dizer que seu olhar quando me olha, me molha e ele nem sente.
Tudo em mim é pra mim. Tudo em você está para você como a vida , que é tua, está para mim. ( Que brê é esse??)
Quero ser ,cotidianamente, enfeitiçada pelo mundo. Não me importa se o que vou construindo é de areia. Sei sonhar e gosto dessa possibilidade de encanto. Nada de nossa fala é direta e isso surpreende os próximos dias, mesmo que eles não aconteçam...
Ser livre pode ser algo muito perigoso. Então, de vez em quando, me prendo a alguém dentro de mim e só pra mim.( tudo é por minha conta e risco). Não acredito em cara metade, Deus me fêz inteira e perfeita e se algo me falta, certamente, não estará no outro e sim em mim que sou um labirinto de possibilidades. Não gosto de indiscrição, não gosto de amarras, gosto de mãos e gosto muito. De gaiolas... quero distância... Preciso de espaço para ter espaço, mas se for pra me prender em algo, por um breve e eterno espaço de tempo..que seja entre suas pernas e se for pra escutar a sua voz fora das canções, que seja pra me desejar..."bom dia!"
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