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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

CIA TRAMPO ARTE

                                                                    

Estou participando de uma semana inusitada. Farei algumas apresentações em determinados canteiros de obra na minha cidade. A empresa que nos contratou é a  Odebrechet.  Apresentamos uma esquete que desperta os trabalhadores para o uso dos materias de segurança e isso é, sem dúvida, algo bastante diferente de muita coisa que já fiz.
É como se a vida, de repente, me oferecesse uma nova chance, uma nova piscadela, um novo respirar... Assim, com esssa sensação, é que iniciei minha "abertura de trabalhos" hoje. Com  algo novidadeiro e excepcional.
Acordei cedo. Cedo mesmo. Com as galinhas, como dizia a minha avó. O trampo começava às 6:00h e , sendo assim, acordei às 5:00 para despertar a minha sonolenta alma com um banho "quase" frio (rsrrssr). Estava me sentindo uma novata no meu ofício. Nunca havia representado para peões em um canteiro de obras e a expectativa era grande. Tudo pode acontecer nesses encontros. Eles podem não dar a mínima para o que você está fazendo, podem rir de você, mas podem rir com você. Para nossa sorte, foi isso que aconteceu... Refeitório cheio e a gente com a tarefa de fazê-los acreditar na importância de se usar os EPIs e de seguir as regras de básicas de segurança.
O trabalho com essa gente simples é muito especial e o bacana é que eles nos fazem sentir iguais e nós os fazemos sentir que isso é verdadeiro.
Já percebi que essa será uma semana surpreendente e cheia de aprendizado, troca e emoção. A energia é , realmente, algo que devemos encarar como providencial. O tempo, às vezes lento, às vezes voraz, nos deixa claro que um dia sempre compensa o outro, que se nos decepcionamos com algo ontem, amanhã poderá ser bem diferente e que cada coisa deixa em nós um recado, um sinal, uma nova possibilidade. Aprendi, hoje , que há ensinamentos dispersos no ar e que com o tempo serei capaz de ler o que realmente eles vieram me revelar.

domingo, 18 de setembro de 2011

MEU GOL DE TAPETE

"A noite da semifinal do III Festival de Poesia de SF foi em grande estilo e contou com a participação especial do ator, poeta e produtor cultural, Artur Gomes, além do show de MPB da cantora Olinda Messias & Banda. Entre os nomes da comissão julgadora, destaca-se a pesquisadora cultural e profª de prosódia do núcleo de teledramaturgia da Rede Globo, Iris Gomes da Costa. Ainda assim, destacaram-se no show de interpretação a campista Adriana Medeiros e o fidelense Eduardo França, que, aliás, teve a responsabilidade de interpretar o único poema de autor fidelense, Carlos Rodrigues que passou para as demais fases.  E a grande final é esperada para este sábado.  "


leoni

Resolvi começar este post com essa informação que se encontra no site acima. Por minha livre vontade decidi participar, como intérprete, do III Festival de Poesia Falada de São Fidélis. Decidi porque achei que tivesse a seriedade que um evento desse implica e, obviamente, pelo prêmio (seria hipócrita em dizer que isso não importava).
Sei que os poemas que interpretei não tinham a força de alguns que lá foram lidos e nem de outros que, embora tenham sido equivocadamente interpretados,eram muito bons no sentido da construção poética, mas isso é minha opinião.
Não costumo sair de minha casa com certeza alguma a respeito de minha participação em festivais. Penso que o melhor disso seja a troca, a conversa com pessoas que tratam do mesmo ofício que você e que o fazem com cumplicidade. Isso eu não vi. Vi uma gente pequena e arrogante que pensa que a sua "petit la ville"  está sendo invadida por um ser que veio descaracterizá-la.
 Já participei de festivais de música, teatro e poesia. Já ganhei alguns, já perdi muitos, já aplaudi , de pé, quem estava disputando comigo tendo a plena certeza de que havia feito melhor que eu, já chorei de emoção e de raiva, já quis discutir com jurado, já vi coisas que até Deus duvida, mas nada comparado ao que vi na  "Cidade Poema" , o que é lamentável, e me faz dizer aqui que foi um festival bairrista e preconceituoso. Um festival que coloca uma gente desrespeitosa entre nobres jurados, uma gente que está insuportávemente fedendo a naftalina.
Estou decepcionada, não pelo fato de não ter ganhado, mas pelo fato da injustiça do resultado como um todo. O autor dos melhores poemas recebeu um prêmio de consolação ao qual deram o nome de menção honrosa... Brincadeira !! Que tipo de pessoa acha que premiar aquele que realmente se destacou é tirar do seu conterrâneo uma oportunidade? Essa gente deveria ficar com a bunda no sofá tricotando ou assistindo ao Zorra Total. Que tipo de gente dá um prêmio de melhor intérprete a um participante que ao recebê-lo assume que não o merecia e que não estava entendendo, ainda, o que aconteceu?
Acordei hoje com muita vergonha de ter participado dessa mentira e espero que alguém leia o que posto agora e entenda que fazer um festival voltado para os conterrâneos é fácil, é só torná-lo local. É só fazer uma festinha ou um sarau, que é mais econômico e garante que a grana circule entre os seus. Quando a proposta é  fazer um evento que seja nacional tem que se assumir que existe uma gente pelo mundo voltada para uma arte que não é apenas literária, mas que  está voltada, também,  para a comunicação, interpretação, emoção e não, apenas , a uma exibição de um achismo ultrapassado.
Não gostei. Não gostei do resultado e detesto festa de confraternização com direito a falsos "discursos fingidos e inflamados" e trocas de presente entre amigos ocultos.
Infelizmente foi assim que ficou resumido ( para mim) o que foi isso que eles chamaram de festival. Uma festinha de confraternização feita com dinheiro público...

PS1: Aprendi a perder com dignidade quando sei que quem ganhou foi, sem dúvida,mais merecedor que eu.

PS2: Tentei "amô", tentei "Gato Véio", mas tinha que desabafar e se, por acaso, alguém achar que é despeito... lamento e digo - pena que você não estava lá-.

PS3: O único poema fidelense do festival ficou em 2° lugar e o Eduardo França não venceu como intérprete.

Das Preta.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DO MEU CORAÇÃO TÃO FAMINTO

                                                                   

De vez em quando parece que há uma conspiração universal contra você. Nada funciona. Nada mesmo. Ontem e antes de ontem foi assim....Sem computador em casa e no trabalho e um montão de coisas para fazer.
Gostaria de ter postado sobre o meu rebento. Gostaria de ter declarado, aqui, o que ele já sabe. Farei isso, mas depois. Preciso escrever sobre uma outra coisa neste momento. Preciso escrever para quem ,parece, não querer mais me ouvir. Li uma vez que aprendemos na escola que o contrário de triste é alegre, de feio é bonito,de claro escuro e de amor ódio. Era sobre isso a crônica, sobre os contrários. Porém, o contrário de amor não é o ódio, é o desprezo. Quando você odeia você fica arquitetando uma maneira de fazer o outro sofrer, quando você odeia você persegue o outro, mas quando você despreza...o outro nem existe.
Detesto admitir que estou sofrendo o não entendimento do que ocorre e escrevo por ser a minha única maneira de respirar essa falta de saber o que acontece. Escrevo não por insistência, mas por maturidade.
Há algo mais imaturo que não atender ao telefone? Há algo mais tirano que não conversar com o outro e deixá-lo te ouvir? Quando não concedemos ao outro um instante de defesa é que não sabemos ao certo o porquê da condenação.
Qualquer um tem o direito de achar o quiser de mim. Pode achar que eu sou louca, mas atrás da minha loucura há um desperdício enorme de lucidez. Sou muita pouco acomodada, mas só gosto de fazer , de verdade, o que gosto de fazer. Sou constante em minhas opiniões e quando estou errada  fico chateada, mas acato a fala do outro ,se ela me parece prudente. Sei que deveria me aquietar. Sei que deveria fazer parte do bloco do "liga não que depois passa", mas detesto não ter a ciência das coisas, detesto ser mal interpretada e por fim....DETESTO pusilanimidade e adoro essa palavra.
Confesso que mais uma vez criei. Acabei colorindo a realidade com algumas ilusões e semeando ilusões em cenas reais, mas e daí? É meu sonho, minha vida e eu posso colorir , recolorir, como quiser, ou não?
Acho que estou me expondo pra que você descubra quem sou  ou quem conheço, de verdade, em mim. Tenho umas crises doidas de riso e choro quando isso acontece. Às vezes choro sem verter uma lágrima... Sei que as pessoas tem o hábito tosco de fazer paralelos com dor e lágrima e uma coisa nem sempre está ligada a outra.
Amo sempre mais do que sou capaz, mas é por descuido do outro, não tenho medo de amar e nem acho que amor é eterno, logo, vou amando todos os dias.Tenho prazer nas coisa mais simples e não amarro frustração, pois acredito em vidas futuras e , por isso, sempre tenho tempo, mas deixo claro uma coisa, de todas a mais importante , ao menos para mim, me entrego de corpo, alma, intuição, me entrego inteira, mesmo num átimo de segundo quando estou envolvida, mas... quando recuo...não volto mais. Quando recuo vou por outro caminho e sou capaz de me perder de todo o resto para estar dentro de mim.
Quem me leva muito a sério , gosta de definições...não tenho definição alguma. Não sei quem sou, não sei por onde vou ....mas sei que não vou por ai... Não vou pelo caminho do medo, da covardia, da inanição. Vou por onde eu possa ser uma alma de veradade e não uma estúpida criação daquilo que penso que sou. Minha vida é mais do que aquele mais, é mais que esse encontro tão igual dentro de mim, é mais que ficar me sabotando e interrompendo qualquer coisa que poderia ou não acontecer .
Pra terminar... Acredito em bruxas, duendes e gente. Acredito, até, em você e sei que qualquer dia a gente vai se rir...da gente.

domingo, 11 de setembro de 2011

O INUSITADO

Que eu gosto de gente e que gosto muito, todo mundo já sabe.Que gente que me surpreende faz morada em mim por tempo indeterminado, mais ainda.
Estou encontrando em meu caminho uma gente que se diz "diferenciada"(rsrrrs!), mas que no fundo é mais iguail que supunha ser. Não faço crítica, muito pelo contrário, fico na minha maneira tão igual, apenas observando e aguardando as cenas futuras.
Decidi que não sairia no sábado. Resolvi,  então, locar uns filmes, memorizar uns textos e me preparar para o domingo que será de muitas palavras, música e frescor. Meu filho fará na segunda 21 anos e já está comemorando desde quinta- feira. Costumo dizer que parece festa de padroeiro (rrsrsrrs!)
Bem, voltando ao motivo da postagem...  Sabe quando você fica ancioso, esperando que o telefone toque e o desespero, o atropelo nem parece estar ligado? Pois é, eu estava assim até que quando me desliguei dessa ideia adolescente, ele tocou. Do outro lado da linha a pergunta de sábado: " vai fazer o quê?" ao que respondo -" ler um pouco e assistir uns filmes que loquei"-. Um silêncio imperou por uma fração de tempo até que veio a outra pergunta (que era mais um convite)...- "vou te fazer companhia, posso?"-
O filme foi maravilhoso. A conversa e comentários a respeito do tema e de como o mesmo é desenvolvido foi um outro filme. Conversar sobre as nossas crenças e dúvidas com alguém que está disposto a nos ouvir e que fala quando a coisa parece poder clarear é presente divino.
Fico me sentindo um ser iluminado quando pessoas especiais atravessam meu caminho de forma inusitada. Sei que a vida faz umas gracinhas doidas comigo, mas brinco com elas sempre que me é possível. Não costumo cultuar gente que "deixa pra depois" e vou tecendo o fio do hoje pra poder me presentear de mim todos os dias.
Quanto ao que ficou pra depois... Isso é coisa que pertence ao amanhã, logo só viverei quando for a hora e se não acontecer não será um trauma, mas a certeza plena de que não era pra ser vivido.
A vida é feita de muitos ensaios, mas tem que haver o dia da etréia.

 Que seja de festa todos os meus dias e principalmente esse domingo!

                                                                   

PS: O nome do filme é : "Além da Vida", e rende uma bela conversa, garanto.

sábado, 10 de setembro de 2011

DOS ENCONTROS

                                                                       

Nunca consegui entender o fato de algumas pessoas não saberem ficar sozinhas. Não consigo entender porque a própria companhia parece não acomodar os sentimentos e quando o outro, seja por qual motivo for, não deseja mais estar na pulsação, o mundo parece ter ficado ímpar.
Acostumei-me comigo desde  há muito e não sofro nada, nada com isso. Tenho uns amigos que dão risada e dizem -Não é opção tua, não , é opção do outro...- e talvez, até, tenham razão , e daí? 
Penso que não podemos sacrificar nosso fôlego por causa de nada ou ninguém. A vida já se encarrega de nos depilar alguns pêlos que nos são necessários, mas não podemos deixá-la fazer isso com o nosso amor próprio. Quando digo amor próprio não estou falando de uma coisa  piegas e egoísta, digo de um amor que constrói uma novidade em si mesma, que está preparado para desilusões e que sabe que a vida só tem graça quando o demais é menos e quando qualquer coisa por mais significativa que seja não vale mais que as possibilidades futuras.
Hoje a gente pode estar só, como estou agora, mas não estou ímpar de mim. A minha condição de solteirice não impõe um processo de solidão, nem me deixa desorientada ou contraída. Minha condição de solidão  não inpede meus afetos, minhas novas e rápidas paixões, meus ais, meus mais novidadeiros encontros. E aí, estava eu distraída pelo show quando num esbarrão encontrei um olhar teu que roubou e rapidamente devolveu uma aventura a mais e me deixou assim... zonza e em paz, diante daquilo que poderá ou não acontecer.
Aqui estou eu ,de novo, pronta pra um outro começo e ainda acompanhada de mim.
                                             

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BRASOV

Acabei de chegar quase agora. "Dijahojinha", como dizia a minha avó. Assisti uma apresentação inusitada no SESC. Trata-se da Banda Brasov. Essa banda faz um som diferente, recheado de humor e de um repertório incrível que faz você rir e apurar os sentidos em cada sopro , em cada acorde.
A primeira vez que escutei essa banda foi no programa Altas Horas... ri tanto que pensei que fosse acordar toda a casa. No palco havia seis meninos com uma vontade enorme de se divertir, que despertava em mim uma vontade enorme de estar junto com eles.
Pois bem, os meninos estiveram em Campos e Campos nem soube disso. Fico me perguntando onde estão e pra onde vão os músicos dessa cidade que deixa passar um show como esse, fico curiosa de saber o porquê do discurso interminável de falta de agenda cultural na cidade. Não falta agenda, falta platéia. Issso é lamentável.

                                                                        

EU TE AMO

A postagem que começo agora vale por ontem e hoje.
Ontem acordei por volta das 8:00h da manhã, mesmo depois de ter encarado duas festas de aniversário. A primeira da minha irmã e a segunda do Lolo, meu amigo de muitos anos e dono de um simpático bar da cidade. O dia estava simplismente lindo e eu tinha que fotografar o desfile de 7 de setembro. Tinha, mas não o fiz. Não resisti ao convite que o sol me fazia e pulei da cama decidida a ir para Atafona. Precisava de um banho de mar, um papo amigo, uma longa caminhada. Ainda pensando em como ir, em que casa  ancorar bolsa com algumas coisitas que me são inseparáveis, escuto meu filho perguntando da mesma maneira que perguntava quando era ainda muito menino- Posso ir, mãe?- Não me contive e sorri do jeito fanfarrão que ele ainda guarda dentro dele e  respondi que sim, mas que seria prudente ter um porto para ancorarmos nossas coisas...
Acredita que enquanto conversava com ele o celular tocou e era uma amiga me fazendo o sagrado convite para passar o dia em Atafona?
Você é uma bruxa, mãe!! E eu ri pela segunda vez num breve intervalo de tempo.
Durante o pergurso que faço em qualquer estrada aproveito para ler um pouco,mas ontem não. Ontem eu queria sonhar enquanto estava no trânsito. Na minha mente veio minha "mais maior" amiga e uma saudade gorda preencheu meu suposto vazio. Ri novamente e percebi que sou um ser de muita sorte por ter tido a companhia dessa pessoa em minha vida.
Chegamos em Atafona, conversamos um pouco e eu fui com um novo de amigo dar uma volta pela praia, a pé, quando de repente passa um carro e o motorista coloca a cabeça para fora e grita:" Negão, eu te amoooo!! " Eu ri mais uma vez naquela manhã de sol por saber quem era. Pouca gente me chama assim de "Negão". Dessa vez tive que explicar o porquê desse apelido. Tudo bem ,mas o que o novo amigo queria entender era como as pessoas dizem " EU TE AMO" assim de forma tão natural e simples. Eu disse:- não é natural? Digo eu te amo sempreque me sinto motivada para tal. Tive uma amiga que me ligava todos os dias pela manhã e me dava um sonoro bom dia acompanhado de um vibrante "Euteamo",assim mesmo, tudo junto. Apredi com o tempo que as pessoas não dizem essa frase por imaginarem, erronhamente, que isso seja um pacto... Eu te amo hoje e nem te conhecia ontem e posso acordar amanhã sem sentir isso. Eu te amo não é promessa de "pra sempre", eu te amo é troca, é afeto. Eu te amo não pode ser dado apenas pelos amantes.Eu te amo é do universo humano, é da causa e do efeito, é do entendimento do amor. Eu te amo é do respeito, é de filho, é de irmão, é de cão, é do espírito... e me lembrei que dias desses querendo escrever sobre o império dos sentidos não achava qual seria e descobri , bem ali, na beira da praia que é o desejo. Sim o desejo que pode se tornar amor ou o amor que é só desejo, mas que é imperioso sentir.
Voltamos para casa depois de mais um bocado de assunto sobre amor, desejo, comida e tudo o mais que dá prazer.
Voltamos pra Campos e no portão de minha casa, depois de descer do carro , ele me pede o n° do meu celular e depois de trocarmos os números ri uma vez mais e lá, bem lá no fundo pensei em dizer um risonho "Eu te amo", mas não o fiz.
Hoje fui despertada às 6:00 h da manhã. Celular em minha cabeceira e eu completamente cega não reconheço o n° e atendo balbuciando um rouco "ôi"... do outro lado alguém responde com outra pergunta:  "Negão? " respondo monossilábica e sonolenta um "eeuuuu". Escuto um riso vindo do outro lado misturado com um surpreendente " Bom dia " e um verdadeiro "Eu te amo" , que deve ter sido o primeiro dele entendendo que não é pra sempre. Desligou o telefone antes que eu respondesse e me deixou assim ... com um riso de amor, purinho, no rosto.
 E já que você disse que é um dos meus seguidores aqui no blog, deixo pra você, especialmente pra você o meu EU TE AMO e agradeço por ter entendido que não é pacto é ato, é atitude, é do nascedouro do nós.

                                                                   

terça-feira, 6 de setembro de 2011

EFÊMERO

De vez em vento
Nem sei voar
De quando em tempo
Nem sei passar
Por tanto tempo
Voar foi estar e ser
Por ínfimos momentos.
Agora permamenecer é, apenas,
Divagar...

Das Preta

                                                                    
    

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PRA TE DESEJAR BOM DIA ,MAS BOM DIA, MESMO !

Estou tentando escrever e não consigo. Nada. Tudo meio travado. Sei que amanhã, ou depois, tudo voltará ao normal...Espero, pois às vezes leva uma vida pra eu conseguir encontrar meu eixo. Isso é uma outra postagem que um dia, talvez, eu faça... A minha falta de eixo vem de um excesso que cometi. Detesto quando me furto de minha companhia...
Deixo apenas uma poesia que está na minha cabeça, bailando sem parar, desde sábado quando a li e reli e até fiz um diálogo com ela.
Fica para você como um desejo de BOM DIA!

                                                                         
Texturas



Não te preocupes em me decifrar,
sou costurada com a linha da ambigüidade,
vestida de discursos de calar.
Não procure em mim suas verdades
minha bainha não foi feita,
toco em todas as texturas.
Minha cor não foi eleita,
sou camaleão sem cura.

Sou verso de intuição,
pergunta possível,
tentativa de explicação.

Meu verso é repleto de possibilidades,
não possuo seqüência, não possuo métrica.
Sou cúmplice da dualidade,
rima anacrônica perdida na realidade.
Não te preocupes em me decifrar.


— Gabriela Marcondes







domingo, 4 de setembro de 2011

O JULGAMENTO DE LÚCIFER


                                                                 

Sexta- feira foi noite de estréia no Teatro de Bolso. Sexta- feira foi noite de competência e metáforas. Sexta- feira foi a noite do texto do brilhante autor Adriano Moura.
Adriano é dono de uma escrita ácida, de um verbo instigador, de um efeito alucinadamente desafiador. Adriano ousa transformar as mazelas e questionamentos humanos em arte e a qualidade de seus textos mexem com minha vontade de fazer, um dia, algo que venha de suas estranhas, pois ele escreve assim...com pulso e pulsação, ritimo e coragem de forma vísceral.  Em cena, Adriano expõe um diabo humano, que ouve música clássica e que apresenta uma igreja promíscua, como sabemos que existe.Oanjo decaído possui falas impensadas por nós e nos leva a fazer análises que jamais faríamos por medo ou por cultura, não sei.
Polêmico, muito polêmico. Atrevido, imensamente atrevido. Transformar Deus em um ser comum- como deve ter sido-.Retratar Deus de forma tão inaceitável, esvaziar as suas mãos de perdão e transformá-lo em um ser com alma  amoral, é polêmico demais.
Adriano deixa como resposta a uma sociedade vestida de hipocrisia que o homem é, de fato, o mentor de todas as desgraças e isso é verbalizado pelo Lúcifer... " O homem comete todas as atrocidades...e depois fala que foi por minha influência" 
Sei que muitas pessoas assistirão e sairão de lá achando tudo aquilo uma heresia. Sei que dirão que ele é um maldito e um ateu horroroso. Eu não penso assim. Não penso que seja heresia o seu texto. Heresia são as guerras santas, o massacre de mulheres  e crianças a exaurida corrupção que assola  nossso país. Tudo isso feito e executado pelo homem que foi feito a imagem e semelhança de Deus...
Tenho que dizer que o que vi está longe de ser um derespeito a religiosidade. O que vi foi o que é raro em minha cidade. Eu vi ARTE.
Vá você também...aí a gente conversa.

Uma semana de luz! Muita luz!












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